terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Uma Verdade Inconveniente (?)

Como um dos últimos alunos que fazia a Aula de Combate na TSKF, muitos podem imaginar que sou partidário de que nossa escola deveria ensinar luta, como um complemento dos treinos que já fazemos.

Pois é. Não sou. Muito pelo contrário, apesar de achar a prática de luta válida, não acho que ela sirva para a proposta de trabalho da TSKF.

Isso se deve por 3 razões simples.

1- Optamos por um Kung Fu inclusivo
Em nossa escola, ensinamos para crianças a partir dos 05 anos de idade e crianças de até 80 anos de idade. Independente do momento de vida de cada indivíduo, nosso Kung Fu pode e deve ser adaptado á realidade de cada pessoa e permitir que ela extraia os benefícios da prática de nossa Arte, focados na Saúde e Bem Estar do praticante.

Se houvesse o treino de lutas, isso já não aconteceria e a nossa capacidade de inclusão de pessoas no Kung Fu ganharia um limite não desejado.

"Mas poderia ser uma aula separada então", diria alguém. Isso nos leva ao item 2.

2- Ou faz direito, ou é melhor não fazer
Quando tínhamos Aula de Combate na Matriz, era uma aula separada das demais e só vinham os alunos interessados no assunto. No começo do semestre, tínhamos umas 20 pessoas na aula. A aula tinha uma aquecimento e uma ginástica bem reforçada. Na aula seguinte, um ou dois desistiam, ficávamos em 18, mais ou menos. Aí rolavam umas lutinhas, de leve, para a gente entender como mirar o golpe, fazer sequência, aplicar queda, essas coisas. Mesmo sendo "de leve", mais uns 2 não voltavam mais para a terceira aula.

Aí começavam as lutas "normais", que nem eram tão agressivas, pois estávamos entre pessoas conhecidas e que, geralmente, apreciavam umas às outras. Na aula seguinte voltava apenas metade.

Dois meses depois, tínhamos apenas dois alunos restantes.

Mudava o semestre, abriam vagas para a Aula de Combate de novo e o ciclo se repetia, sobrando uns dois no final novamente.

No começo, confesso que eu ficava indignado com as pessoas que desistiam. Elas haviam estabelecido um compromisso e simplesmente desrespeitavam este compromisso! Mas depois, com tempo e treino, fui percebendo que na verdade, elas estabeleciam prioridades.

Em um treino de luta, existe o risco da lesão. Fraturas de nariz, canela, braço, costela são coisas comuns que costumavam acontecer. O problema é que as pessoas estabeleciam o compromisso de fazer a aula de luta e não imaginavam que estes riscos estariam presentes. Assim, quando elas viam que o risco de lesão era real, e que isso poderia impactar significativamente seu dia a dia profissional/familiar, elas preferiam priorizar o que era mais importante para elas. Hoje em dia eu compreendo perfeitamente isso.

"Mas era só fazer as lutas indo mais leve, com uns 50% de força, não?"

Não. Luta é luta. Se você se esforça 50% do seu melhor em algo, vai colher apenas 50% de resultados. Isso não é aceitável no Kung Fu. (onde é?)

Fiquei me perguntando, durante algum tempo depois do encerramento definitivo das Aulas de Combate se esse fenômeno de desistência acontecia em outras escolas. Daí tive a idéia de fazer um levantamento no GOC e ver como foram as coisas ao longo das várias edições do nosso campeonato.

O que pude ver é que apenas uma pequena parte dos lutadores que estiveram em um ano no nosso evento, voltaram para competir no seguinte (menos de 5%). O primeiro pensamento seria de que o campeonato, em termos de lutas, diminuiu, mas veja que isso não é verdade, o evento continuava mais ou menos do mesmo tamanho, no mesmo formato, mas os lutadores também desistem de participar.

"Ah! Mas provavelmente eles desistem, mas continuam treinando na academia deles."

É possível. Pessoalmente, e é só uma opinião mesmo, eu acho que eles param de treinar.

3- Optamos por ajudar a Comunidade
A partir de 2008, passamos a realizar as arbitragens dentro do padrão da federação mundial na qual fazemos parte, a TWKSF.  O Mestre Gabriel entendeu que isso seria muito interessante para o desenvolvimento das lutas dentro do Kung Fu brasileiro. E foi aí que nasceu o Time de Arbitragem da TSKF.

Seguindo um padrão de qualidade de nível internacional, nosso Time atua no nosso campeonato e também nos eventos organizados pela Liga Nacional de Kung Fu (e filiadas). Na verdade, gostaríamos de poder contribuir mais com organizações que tenham o interesse em realizar eventos de Kuoshu/Lei Tai dentro do padrão da TWKSF.

Aqui entra a grande sacada do nosso posicionamento: como não temos competidores de luta, nossa arbitragem é única no Brasil. A TSKF é a única escola que conta com árbitros 100% imparciais em suas avaliações e julgamentos.

Esta conjunção de fatores nos coloca numa posição perfeita para contribuir com o Kung Fu do Brasil. Optamos por abrir mão de certas coisas em busca de nosso objetivo maior, mas mesmo nesta renúncia, entendemos que podemos exercer um papel útil para nossa comunidade.

Conclusão
As coisas podem mudar no futuro? Se a Sabedoria do Mestre achar que sim, estaremos pronto para mudar. Mas não creio que isso vai acontecer. No papel de último lutador da TSKF, e se a decisão dependesse de mim, a resposta seria não. A coleção de vitórias que temos no desenvolvimento dos nossos alunos, com o nosso formato de trabalho atual, tem um peso muito maior do que qualquer vitória que possa ser atingida em cima do Lei Tai.

É claro que não desmereço as vitórias em cima do Lei Tai e, junto com o Time de Arbitragem, sob a liderança do Shifu Luiz Fabiano, queremos que a TSKF faça parte delas também.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O Incentivo que Você Deveria Saber

Dentro do Kung Fu, nós todos sabemos a importância do hábito. Falamos muito sobre isso, eu sei. Inclusive em um ótimo vídeo feito pelo nosso estimado sócio Antonio Carlos, que você pode ver aqui.

Quem acompanhou a minha palestra "Libertando-se das Amarras" sabe da importância do hábito no processo de mudança do ser humano e sua consequente evolução.

Todos que já escutaram os discursos do Mestre Gabriel e/ou seus ensinamentos na TSKF Matriz conhecem um ditado que ele sempre repete: "No começo, Hábitos são teias de aranha. Depois, fios de arame".

Em nossos treinos, o hábito de executar a técnica de maneira correta, buscando sempre o domínio completo dela, mesmo que seja "apenas" a posição do Cavalo, é outro exemplo do valor de cultivar bons hábitos.

Nós levamos a importância do Hábito tão a sério na TSKF que fizemos, há algum tempo atrás, uma mudança no SGA, de forma a premiar a pessoa que decide se desenvolver através do Kung Fu ao longo do tempo.

Entre lá no SGA e, logo após o login, desça até o final da tela. Você vai ver ali dois campos muito interessantes. Um se chama "Valor Fidelidade" e o outro "Meta Fidelidade".



O campo "Meta Fidelidade" é determinado pela fórmula: valor da sua mensalidade x 12.

Já o campo "Valor Fidelidade" é determinado pelos gastos que são cadastrados e baixados/pagos no seu SGA. Quando você paga a mensalidade, paga o exame de faixa, uma palestra, etc., o sistema faz um cálculo e transforma isso em reais que são somados no campo.

Quando o valor do campo "Valor Fidelidade" iguala o valor do campo "Meta Fidelidade", você ganha automaticamente um mês de treino. Sim, isso mesmo. Mais um mês de treino para você, pelo fato de estar comprometido com seu treino e comparecendo na TSKF para praticar o Kung Fu, cumprindo seu compromisso com você mesmo.

Realmente, nós levamos a importância do Hábito muito a sério. E esse é mais uma das coisas que só a TSKF faz para você.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Os Eventos


Dentro da TSKF, gostamos muito de participar de eventos. Isso nos permite interagir com a comunidade de Kung Fu do Brasil e exterior, celebrando amizades, começando novas amizades e vendo o quanto podemos evoluir em nosso Kung Fu.


Alguns eventos já são parte de nossa agenda anual e nunca ficamos de fora. Vejamos alguns:

1- Campeonatos Paulista, Brasileiro e Internacional, organizado pela Liga Nacional de Kung Fu
Ao longo do ano, a LNKF, na incansável liderança do Shifu Paulo Silva e Rosânia Porto, organiza estes três campeonatos. Suas últimas edições aconteceram no Ginásio Mané Garrincha, em São Paulo - SP

2- Campeonatos Paulista, Brasileiro e Inter Estados, organizado pela CBAMC (Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas)
Outro grupo de eventos feitos ao longo do ano, organizado pelo experiente Shifu Edilson. Estes eventos voltaram a acontecer no Ginásio do Ibirapuera/Mauro Pinheiro, em São Paulo - SP.

3- USKSF International Championship Tournament, organizado pela USKSF (United States Kuo Shu Federation)
Este é um dos eventos internacionais que fazem parte da nossa agenda, sob a liderança do Grão Mestre Chien Lian Huang. O evento acontece no Hunt Valley Inn, localizado na região de Baltimore - Maryland (EUA)

4- USKSF North Tournament e GKSF Tournament
Mais dois eventos internacionais que costumamos tomar parte. O primeiro, organizado pela United States Kuo Shu Federation - North é organizado pelo nosso estimado amigo Shifu Nelson Ferreira e acontece em Madison - Wysconsin (EUA).
Já o segundo nos leva para a Europa, onde a German Kuo Shu Federation organiza o evento em Neu Ulm, na belíssima região da Baviera alemã. Este evento acontece sob a gestão do Shifu Alexander Czech, que foi um dos grandes responsáveis pela viabilização do Time de Arbitragem da TSKF.

O campeonato que a TSKF organiza anualmente é uma parada altamente recomendada para quem quiser ver um bom campeonato de Kung Fu. Competições de novatos, iniciantes, intermediários e avançados acontecem simultaneamente em todas as áreas de competição, com participantes das mais variadas escolas de Kung Fu do Brasil e do mundo. Além disso, as lutas no Lei Tai incentivam a competição esportiva saudável, dando inclusive uma bolsa para os vencedores das categorias avançadas de R$ 1.000,00. Nosso evento tem acontecido, nos últimos anos, no Ginásio do Clube Hebraica, em São Paulo - SP.



6- FAMEC (Festival de Artes Marciais e Esportes de Contato)
Mais um tradicional evento em São Paulo, no qual participamos desde a primeira edição. Este é o único evento que participamos onde diferentes artes marciais se apresentam e mostram um pouco de sua cultura, treinos e práticas.

Aqui cabe um ponto interessante: por quê participamos de apenas um único evento onde existe outras artes marciais, e não apenas o Kung Fu?

Não acreditamos que a mistura de várias artes marciais em um mesmo campeonato seja algo bom para qualquer uma das artes marciais. Em nosso histórico e experiência, observamos que as pessoas de fora tendem a comparar esta arte marcial com aquela e, através da comparação, eleger a que acham melhor ou "a mais legal".

Isso é ruim, porque as pessoas comparam coisas diferentes entre si e que não tem nada a ver uma com a outra. Vamos pegar o jiu jitsu, por exemplo. É uma arte que tem uma grande atuação como luta de solo, envolvendo chaves e torções variadas. Agora vamos ver o boxe ocidental: sem envolvimento com o solo, uso "limitado" à socos apenas. Colocando assim, parece que o jiu jitsu é melhor, não? Mas por quê o boxe ocidental consegue reunir milhões de pessoas para assistir uma única luta e pagar os maiores cachês por lutador deste meio? Porque boxe é boxe. Jiu Jitsu é jiu jitsu e cada um serve à um propósito. E as duas práticas são boas.

Mesmo assim, podemos ver claramente que a TSKF gosta bastante de eventos e incentiva os alunos que tenham interesse em participar, para que tomem parte deles dentro das possibilidades de graduação liberadas para entrar no evento. Sentimos, não apenas o prazer de estar entre amigos em eventos, mas o dever de participar da comunidade de Kung Fu e contribuir para o crescimento dela.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Como testar uma escola?

Imagine que você vai comprar um carro. Por mais que a internet dê todas as informações sobre ele em poucos cliques, é uma idéia sensata ir até uma concessionária e fazer um test drive, não é verdade?

Agora, e se você for comprar um terno ou vestido feito sob medida? Bastaria mandar para o alfaiate ou costureira as medidas que você tem, detalhar o modelo e cor e pedir para entregar, certo? Mas não seria melhor você fazer as medidas com quem vai mesmo fazer sua peça e depois agendar uma (ou mais) prova da roupa?

No Kung Fu não pode ser diferente. Quando você vai escolher uma escola para treinar esta Arte Marcial, é preciso avaliar antes se ela tem a estrutura adequada para atender seus alunos. Outra coisa importante é verificar se ela oferece um atendimento antes, durante e depois das aulas que proporcionem um ambiente bom para o aprendizado e a evolução física e mental de seus alunos/clientes.

Neste vídeo, eu falo sobre o melhor método que conheço para a avaliação de uma escola de Kung Fu e o que você deve observar para ter certeza se ali é o melhor local para você treinar.

Se você quer treinar Kung Fu, não comece sem antes assitir este vídeo!





segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O Bom Stress

De tempos em tempos, este assunto volta à tona. Pessoalmente eu acho isso muito bom, pois pessoas se renovam na nossa escola e é bom revisitar um assunto que deixa os alunos mais novos um pouco ansiosos, geralmente.

Por quê os exames de faixa são necessários?

Em 2010 eu falei um bocado sobre isso e, se você quiser ler o texto da época, basta entrar aqui. 

Mas alguns anos depois, creio que ainda há mais para ser dito. Vamos dividir isso em partes.

A manutenção da técnica da escola

Os exames de faixa, em São Paulo ou em Belo Horizonte, são presididos sempre pelo Mestre Gabriel ou o Shifu Luiz Fabiano. O trabalho deles é avaliar os alunos e, tão importante quanto isso, avaliar o ensinamento que é dado à cada aluno.

Sem esta metodologia, teríamos o sério risco de cada unidade TSKF, com o passar do tempo, executar as técnicas de modo distinto o bastante para ser considerada uma escola à parte da família, fato que não desejamos, como parte da visão de futuro que temos para a nossa escola.

Mas por quê não avaliar então apenas os instrutores, para ver se todos fazem igual?", perguntará alguém. Resposta simples: mais importante do que apenas avaliar se sabe fazer o certo, é importante avaliar se sabe ENSINAR o certo e, complementando, se o aluno ENTENDEU o certo. Quem melhor para avaliar isso que os mantenedores do estilo da escola?

O desenvolvimento do auto domínio
Normalmente, quando um novo aluno começa na TSKF, ele está fora de sua zona de conforto. Novas regras para seguir, novas formas de movimentar o corpo, novas pessoas entrando na sua vida, mesmo que por apenas algumas horas semanais. Isso gera um certo stress, que diminui aos poucos, conforme o novato vai se acostumando com estas novidades.

Após um tempo, este mesmo aluno está bem mais confortável com seu novo hábito, em todos os aspectos.

Aí chega a época do exame de faixa.

Novamente, este aluno é empurrado para fora de sua zona de conforto. Ansiedade, apreensão, nervosismo, medo. Use o nome que quiser, mas um novo stress é colocado para este aluno. E é neste momento que ele cresce.
Nosso físico se desenvolve baseado em stress. Você faz um minuto de Resistência no Cavalo hoje e fica com as pernas doendo. Faz de novo amanhã e fica com as pernas doendo. Daqui um mês, faz o mesmo minuto e nem considera isso um desafio, é apenas uma tarefa como escovar os dentes.

Coisas de valor e o valor das coisas

"Ok, entendi tudo e tenho que concordar. Mas por quê não fazer isso sem cobrar uma taxa?"
Existem várias razões, mas vamos lidar com duas apenas, neste post.

Dentro de nossa sociedade capitalista, associamos o compromisso com o dinheiro. Não acredita? Tente "casar no civil" sem definir um regime de partilha de bens. É impossível! Você é obrigado a escolher um regime. Se a coisa mais independente de dinheiro, que é o Amor, precisa de uma definição envolvendo dinheiro, imagine o restante das coisas da nossa sociedade. Não sou contra ou a favor disso. Apenas é o que é.

Assim, quando você está comprometido em avançar no Kung Fu, você paga a taxa para realizar o exame de faixa. Isso vai te levar (esperamos) à uma reflexão: o preparo está adequado para fazer este exame? No dia do exame, minha agenda estará livre? Realmente isso importa em minha vida? São perguntas mínimas que você já respondeu, ao marcar seu exame. Você ficaria assustado com a quantidade de gente que responde "não" para a última pergunta e simplesmente desaparece da academia, assim que termina a matéria.

O segundo aspecto tem a ver com os custos relacionados à realização do exame. O tempo que o Mestre, Shifu e instrutores poderiam estar descansando, mas abrem mão dele para realizar os exames, é o bem mais valioso que abrimos mão, para dedicar isso aos alunos.

Nota especial - A Faixa

Algo que gostamos em relação as faixas é a desmistificação dela. A faixa é apenas uma peça do seu uniforme, sem nenhuma simbologia adicional. Se uma pessoa usa uma faixa preta na cintura, indica que ela está neste estágio, mas SER um faixa preta é muito mais relevante que ESTAR na faixa preta. Todo mundo, em geral, costuma concordar com isso e, ao mesmo tempo, dar um valor excessivo para o objeto faixa preta.

Mas como usamos as faixas para fins didáticos e como um componente do uniforme, você pode comprar uma ou mais faixas para compor o seu uniforme. Eu mesmo tenho três faixas pretas-terceiro-tuan, já que coloco-as periodicamente para lavar.

Coisas importantes não acontecem rapidamente
Dentro da TSKF, adotamos um currículo evolui em termos de dificuldade física e técnica de forma gradativa, permitindo que mais pessoas tenham condições de evoluir obedecendo o seu próprio ritmo em nossa escola.

Naturalmente, quanto maior a graduação, mais tempo se fica dentro de uma mesma faixa em nossa escola. A coisa não acontece como em uma faculdade, onde em quatro anos você se forma em Administração de Empresas (supondo que você tenha a aprovação em todos os semestres) e sai de lá pronto para administrar qualquer empresa para aprender como o mundo funciona na prática.

Ao concluir a matéria de uma faixa, na TSKF, significa que vc sabe integralmente o currículo daquela faixa e domina também todas as técnicas das faixas anteriores, ou seja, não se trata apenas de aprender o que tem que ser aprendido na sua faixa atual, trata-se de evoluir o entendimento técnico das matérias anteriores também, o que muitas vezes demanda mais tempo de treino do que só aprender matérias novas.

Claro que é importante manter a motivação em alta, para aqueles que gostam do desafio de aprender coisas novas. Por isso a TSKF, anualmente, oferece ao menos um curso prático de uma forma de outro estilo, de maneira que os alunos possam ter mais conhecimento sobre outros estilos de Kung Fu também.



terça-feira, 26 de novembro de 2013

A Primeira Pergunta para Treinar Kung Fu

Quando imaginamos uma pessoa bem sucedida, em qualquer atividade, que poderia ser a carreira profissional, vida acadêmica ou mesmo treinar Kung Fu, muita vezes pensamos em alguém com grande talento, muito sorte ou com os contatos corretos.

Existem casos onde isso acontece mesmo. Mas não são todos os casos. O que nos leva a pergunta: o que estas pessoas fazem para serem bem sucedidas nestas áreas de suas vidas?

Ter bons hábitos, como falamos em um post anterior, é fundamental. Mas há algo que vem antes disso e logo depois de tirar as dúvidas para poder treinar, como mostramos neste outro post.

Para falar sobre isso, convidamos nosso sócio e instrutor William Costa. Não diríamos que se trata de um segredo, mas você vai ver no vídeo algo que as pessoas normais "pulam" ao pensar em fazer algo e que as pessoas bem sucedidas fazem questão de pensar e definir para si mesmas.

Esperamos que você curta e aproveite o vídeo, como nós o apreciamos, ao fazê-lo!






terça-feira, 19 de novembro de 2013

Pesquisa de Satisfação 2013

É com grande prazer que compartilhamos com vocês os resultados de nossa Pesquisa de Satisfação!

Agradecemos à todos que dedicaram alguns minutos de seu dia para responder nossa pesquisa. Em nosso mundo moderno, o Tempo é algo muito valioso e somos gratos por vocês terem dado um pouco dele para que nós pudéssemos entender onde melhorar em nossos serviços e onde devemos manter o bom ritmo e atitude!

Em nome de toda a equipe TSKF, agradecemos também ao Mestre Gabriel, um dos principais defensores da Pesquisa, que realizamos desde 2011. Para a TSKF, o Kung Fu é uma Arte de Excelência, que deve ser buscada nos mais variados aspectos, não apenas no desempenho das técnicas do estilo Louva a deus.

Sobre a Pesquisa deste ano, gostaríamos de compartilhar com vocês alguns dos resultados, que para nós é motivo de muito orgulho.

Para começar, queremos agradecer, novamente! Primeiro aos alunos que pesquisaram outras escolas de Kung Fu e decidiram pela TSKF. Agradecemos também aos alunos que se identificaram com nosso trabalho logo de cara e passaram a treinar conosco.


Sabemos que a intensidade do nosso treino é algo difícil de agradar à todos, mas ficamos felizes em descobrir que conseguimos acertar na grande maioria dos casos. E para o pessoal que tem sede de mais exercícios e condicionamentos, tenham a certeza de que tempo e treino os levarão para aulas mais intensas e desafiadoras, como as do nosso grupo de Dança do Leão.


Nosso maior tesouro é o nosso Kung Fu, tesouro este passado diariamente em nossas filiais. Nosso Kung Fu já nos levou para muitos lugares, como Malásia, Cingapura, Alemanha e Estados Unidos e é gratificante saber que nossos alunos também percebem o valor e a qualidade deste tesouro.


Er...bem...vamos ao assunto delicado: preço investimento. Temos a política de fazer as pessoas conhecerem nosso trabalho primeiro para então apresentarmos nossos planos de valores. Sei que isso pode ser meio...inibidor para algumas pessoas mas, como podemos ver no gráfico, a relação custo x benefício é vista como justa pela maioria das pessoas. Ainda mais na certeza que todos têm de que estamos sempre buscando formas de fazer mais e melhor para nossos alunos.


Mais uma vez, obrigado à todos!



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O que pais tem que saber para ter filhos com bons hábitos

Neste post curto, deixo a palavra com o Márcio Atalla, comentarista da CBN. Ele fala sobre algo que defendemos muito na TSKF, não apenas quando falamos do Kung Fu, mas também no dia a dia fora da escola: a Liderança pelo exemplo.

Confira abaixo o áudio do comentário dele e bom feriado!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Esclarecendo dúvidas de quem quer treinar Kung Fu

Em nossas 18 unidades espalhadas na Grande São Paulo e na Grande Belo Horizonte, recebemos muitas pessoas com dúvidas sobre o treino de Kung Fu. Muitas destas dúvidas são baseadas em mitos de uma época em que não tínhamos tanta informação em nosso país, a respeito da Arte Marcial Chinesa.

Estamos agora em um novo tempo, mas algumas destas lendas ainda persistem, fazendo com que pessoas que poderiam estar agora praticando Kung Fu, fiquem apenas curtindo filmes e vídeos, sonhando em um dia poder treinar.

Acreditamos que é fundamental separar os mitos das verdades e por isso, convidamos nossa sócia a instrutora Thais Luvisotto para falar a respeito deles. Sem dúvida alguma, a Thaís é a pessoa ideal para falar sobre isso, mostrando que o Kung Fu é para todos aqueles que desejam ter Saúde e Bem Estar em sua vida, praticando uma Arte Marcial que desenvolve o Corpo e a Mente

Aproveite o vídeo que a Thaís preparou para você!



Se você achou o conteúdo deste vídeo útil, fique à vontade para compartilhá-lo nas suas redes sociais e você também pode comentar o que achou dele mais abaixo. Será um prazer ler o que você tem para dizer!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Um segredo para ser bem sucedido no Kung Fu

Neste vídeo, nosso sócio e instrutor Antonio Carlos nos fala a respeito do diferencial que um praticante de Kung Fu de Sucesso tem. Vamos definir "Sucesso" como aquilo que você mesmo define como Sucesso, ou seja, o que o Antonio nos apresenta logo abaixo pode ser aplicado para qualquer pessoa no Kung Fu e até mesmo por qualquer pessoa fora do Kung Fu!

Este é outro aspecto importante do trabalho da TSKF: agregar um tipo de conhecimento para o aluno que pode ser usado além das paredes da escola, em seu dia a dia.

O conhecimento deste vídeo fala sobre a importância dos Hábitos. O provérbio chinês "Hábitos são inicialmente teias de aranha, depois fios de arame" surge aqui como um dos muitos ensinamentos que o Mestre Gabriel transmite aos seus instrutores, que por sua vez são retransmitidos para todos os nossos alunos com a mesma paixão e carinho.

Veja abaixo o material que o Antonio preparou para você:



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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Meu grande aprendizado com o Bei Shaolin*

Fechamos mais um ciclo de cursos e palestras com o Shifu Nelson Ferreira. Durante as últimas semanas, tivemos acesso à inúmeros conhecimentos sobre Dança do Leão e Etiqueta Marcial. Além disso, tivemos a oportunidade de aprender duas formas do sistema que o Shifu Nelson ensina em sua escola, a Zhong Yi Kung Fu Association: a forma Chuan Xin (para o pessoal de SP) e a forma Duan Da (para o pessoal de BH).

Antes de tudo, é fundamental agradecer ao Mestre Gabriel, que viabilizou mais uma visita do Shifu Nelson ao Brasil. É importante, não apenas para a TSKF, mas também para toda a comunidade de Kung Fu do Brasil, saber que contamos com toda uma geração de mestres não-orientais que possuem um vasto conhecimento sobre as tradições do Kung Fu, costumes, disciplinas, regras, enfim, tudo o que é preciso para se treinar o Kung Fu Tradicional adequadamente. E, cada um do nós, como praticantes, temos que dar o devido valor e respeito à este grupo de Mestres, onde um exemplo fabuloso é o Shifu Nelson.

É claro que devemos agradecê-lo por dispor de seu tempo para estar conosco durante alguns dias aqui no Brasil e compartilhar um conhecimento valiosíssimo com os alunos da TSKF. Este post é sobre agradecer, mas faço isso contando uma das lições mais valiosas que pude aprender com ele.

Não, não é uma técnica de Bei Shaolin*. Não, não é algum conhecimento cultural chinês que me fará mais conhecedor da arte que pratico. Trata-se de algo igualmente útil e importante: como eu posso melhorar no tratamento de meus alunos e clientes.

Eu já tinha observado uma característica da comunicação do Shifu Nelson da primeira vez que eu fiz o curso do Duan Da e passei, aos poucos, a praticar e entender a mesma coisa. 

É extremamente raro, escutá-lo dizer a expressão: "deu pra entender?" ou a variação usada, ao final de explicações: "deu pra entender agora?", quando explica alguma técnica ou qualquer aspecto de algo que está ensinando. No lugar ele usa, comumente, duas outras coisas: "Consegui explicar?" ou "Fez sentido?".

Pode parecer estranho, mas ao usar o primeiro grupo de expressões, o aluno é que tem a carga e a responsabilidade de entender  o conhecimento que é passado. Ora, não é estranho dar a responsabilidade sobre um conhecimento para quem ainda está aprendendo tal conhecimento?

Pois é, para mim não faz muito sentido.

Quando se usa o segundo grupo de expressões, é o Shifu/Professor que tem a carga e a responsabilidade de tornar o conhecimento acessível ao aluno. Se é o professor que tem o conhecimento, é ele que vai saber como abordar, explicar, detalhar e sintetizar um conhecimento, de forma que o aluno possa entender.

Para mim fez muito mais sentido.

Desde então, eu tenho usado o segundo grupo de expressões em minhas aulas e isso provoca algumas caras engraçadas nos alunos, vez ou outra. Se eu sou o instrutor, eu tenho que me desdobrar em tornar o conhecimento acessível para cada aluno.

Esse é o meu trabalho. E graças ao Mestre Gabriel e ao Shifu Nelson, eu descobri uma forma melhor de fazer este trabalho.


*Bei Shaolin ou Shaolin do Norte é o estilo de Kung Fu ensinado pelo Shifu Nelson. Ele vem de uma linhagem distinta da linhagem praticada atualmente em grande parte do Brasil.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A Harmonia da Dissonância

A respeito deste post, gostaríamos de agradecer a contribuição da Fabiana Guimarães, que nos sugeriu desenvolver este texto, nos comentários de nosso último vídeo com o Mestre Gabriel que você pode ver aqui.

Harmonia, entre várias definições, pode ser explicada como "disposição afim ou equilibrada entre as partes de um todo". Imaginemos uma pessoa que trabalha 08 horas por dia, dorme 07 horas por dia. Gasta uma hora nas grandes refeições e mais uma hora de deslocamento entre trabalho e casa. Sobram 4 horas nesta conta. Digamos que duas ela passa treinando Kung Fu na TSKF (ou fazendo outra atividade física). As duas últimas horas são livres para estudar, namorar, ver TV, acessar a internet para se divertir, ou qualquer outra coisa.

Poderíamos dizer que o dia deste exemplo está equilibrado, em harmonia. Claro que é um exemplo bem genérico e poderíamos citar mais uma infinidade deles. Mas vamos tomar este como base, sim?

Entretanto, para as pessoas que desejam se tornar, ou já são, líderes, não é assim que a "banda toca". O líder usa um balanceamento de tempo totalmente diferente de uma pessoa normal. E está feliz com isso.

Turnos de trabalho de 14 horas, ou até mais. Seis horas de sono às vezes, ou até menos. Uma hora para refeição? Se for um almoço de negócios, tudo bem. Mas se for um almoço corriqueiro, é comer e voltar, quando não almoça trabalhando.

Parece pesado? Se você acha que sim, vamos observar um pouco melhor.

Existem pessoas que desejam muito realizar algo. Desejam muito viver realizando um trabalho que signifique algo para o mundo e para si, onde o dinheiro é importante, mas não é o mais importante e muito menos a causa principal da pessoa ter escolhido realizar este algo. Este algo é tão importante e tão significativo, que ela gostaria de fazer isso para sempre.

Antes de você achar que estou criando uma situação quase irreal, peço que se lembre de todas as mulheres que sempre sonharam, e conseguiram, se tornar mães em tempo integral. Abriram mão de muita coisa para cuidar dos filhos. Veja se não encaixa direitinho com o que descrevi no parágrafo acima.

Voltando agora para o campo profissional (apesar de que ser mãe em tempo integral é uma profissão também!), vamos encontrar situações semelhantes. Muito trabalho, muita dedicação e, especialmente, a renúncia. A renúncia aos pequenos prazeres que as pessoas "normais" costumam ter: emendar feriado, um final de semana inteirinho só para...não fazer nada, férias de 30 dias, e coisas similares. O líder faz esta renúncia em nome do algo maior que decidiu realizar, seja lá o que for.

Na TSKF, é o que o Mestre Gabriel espera de seus sócios. Mas se engana muito quem pensa que isso será sua rotina por toda a vida. Tudo é uma fase, um momento a ser vivido. Um sócio não deve trabalhar 16 horas por dia na academia mas, se isso for o necessário para chegar onde se deseja, ele o fará de bom grado e sem enxergar isso como um problema, ou como "pesado". Será apenas mais uma etapa a ser vencida para se chegar no objetivo.

Cito aqui um exemplo pessoal do Mestre. O Mestre Gabriel gosta de acordar tarde. Mas ele acordou cedo o tempo necessário para chegar mais perto de onde deseja, durante anos. Hoje em dia, ele ainda acorda cedo, em duas ocasiões regulares: mensalmente, aos sábados, para pegar o avião e vir para o exame na TSKF Barro Preto. A outra situação é semanal, quando ele acorda cedo para ministrar as aulas de domingo de sócios e instrutores na TSKF Matriz.

Eu poderia apontar duas ou três pessoas que poderiam substituir o Mestre aos domingos nas aulas, liberando-o para chegar mais tarde. Mesmo assim, o Mestre está lá cedinho, fazendo uso da liderança pelo exemplo. Ele mantém sua renúncia a respeito de algo que ele deseja, para poder realizar algo maior que si mesmo.

Para concluir, vamos pensar em outro exemplo.

Imagine que uma pessoa vai subir um andar num prédio qualquer. Ela usa as escadas rolantes. Sem esforço, imóvel, em harmonia com o sistema, ela chega no andar desejado. Ela segue o fluxo do sistema normalmente usado pela maioria das pessoas.

Ao lado desta escada rolante, há uma escada física. Outra pessoa toma esta escada, em dissonância com o que seria mais fácil (tomar a escada rolante).

Qual destas pessoas evoluiu fisicamente, num simples subir de escadas?

E mais: para subir a escada fixa, a pessoa teve que erguer um pé e direcionar seu peso para frente, ficando momentaneamente desequilibrada, para logo depois posicionar seu pé no novo degrau e erguer o corpo, repetindo o processo em cada degrau.

Assim, pergunto: para subir uma escada fixa, o que é mais importante: o equilíbrio ou o desequilíbrio?

Depende. Como você quer ser lembrado, quando deixar este mundo?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O que você deveria saber para treinar Kung Fu (por muito tempo)

Treinar Kung Fu é assumir um compromisso com você mesmo. É se comprometer com sua saúde, com sua evolução física e mental. "E quando termina?" perguntam muitas pessoas. O término do compromisso que você assume com você mesmo acontece quando se pára de treinar.

Mas, se você mantém este compromisso com você, há algo que termina antes: o aprendizado do estilo que você escolheu. Toda boa escola tem um currículo claro, que não é infinito. Ele pode ser pequeno ou grande, mas sempre tem uma conclusão.

Se você deseja treinar Kung Fu, e ter a possibilidade de terminar o aprendizado de todo o seu estilo, este post é para você.

E o ponto interessante: mesmo que você não more na Grande São Paulo ou na Grande Belo Horizonte, portanto sem acesso direto à uma TSKF, este post também é para você!

Convidamos o Mestre Gabriel para dividir um pouco da sua experiência de mais de 30 anos de Kung Fu, e nos contar algumas situações que as pessoas podem evitar, se quiserem treinar Kung Fu por muito tempo e se formar no estilo que treinam.

É claro que exceções podem existir, mas vale a pena escutar as dicas de quem já passou pelo processo e segue treinando Kung Fu após tantos anos!


Se você achou o conteúdo deste vídeo útil, fique à vontade para compartilhá-lo nas suas redes sociais e você também pode comentar o que achou dele mais abaixo. Será um prazer ler o que você tem para dizer!

Ah sim! Se você der uma olhada no topo desta página, verá que temos um brinde para você: receba gratuitamente em seu e-mail nosso ebook sobre o Wu De (Ética Marcial), segundo a visão da TSKF. Para quem quer saber mais sobre o Kung Fu, é uma leitura valiosa!

domingo, 13 de outubro de 2013

Quem ri por ultimo

Neste post, pedirei licença ao Kung Fu e falarei para você sobre uma história do Boxe ocidental.

Estamos no ano de 1974, no Zaire (atual Congo). Dois dos maiores boxeadores da história vão se enfrentar: Mohammad Ali vs. George Foreman, valendo pelo título dos pesos pesados.

Creio que os dois nomes são conhecidos por todos. Ali, o jovem promissor, bonitão e de língua afiada, que dizia coisas como "sou tão mal que deixo o remédio doente", ou "tão rápido que prendi um raio". A máxima expressão da energia e jovialidade. A mídia o adorava.

George Foreman
Do outro lado, temos Foreman: silencioso, canhoto, guarda estranha e um estilo reservado. E ele não era bonito como Ali...como não posicioná-lo como o "vilão a ser batido"?

E ele foi batido. Ali o venceu em uma luta que rende discussões até hoje...O juiz foi comprado? A contagem não foi mais rápida que o normal?

Mas este post não fala sobre isso...

Anos se passaram. O tempo se encarregou de aposentar Ali e colocá-lo como lenda desta época, ao lado de outro famoso chamado Bruce Lee.

Já George foi ao ostracismo. Peso extra, magoado, ferido e aposentado pela mídia, aceitou esta condição que a Vida lhe entregou. Até que o espírito de luta que sobrevivera dentro dele se curou das feridas, acumulou novas cicatrizes e decidiu fazer George voltar à ativa.

George Foreman resolveu lutar novamente e buscar de volta o título que ele julgava ser seu.

"Muito velho", eles disseram. "Não tem como recuperar a forma antiga", estas foram algumas das coisas que ele ouviu ao tomar a decisão. Mas seu espírito de lutador já estava em forma novamente. Portanto, se um direto de Mohammad Ali não o tinha deixado imóvel, por que as palavras de quem nunca foi campeão o afetariam?

Foreman passou a fazer o que era preciso, mesmo sabendo que isso exigiria uma força de vontade descomunal, dados os maus hábitos que ele desenvolvera. E o teste não tardou a acontecer.

O treino de corrida é muito importante para o preparo físico de um lutador de boxe. Se uma pessoa diz que quer "boxear" no ringue, mas não corre 10km ao menos três vezes por semana, ela não quer lutar. Ela pensa que quer lutar. As artes marciais e de lutas estão disponíveis para todos, por outro lado, de acordo com a disponibilidade de tempo e realidade de cada um. Basta saber a escola/academia adequada para o que você busca. Mas vamos voltar à nossa história.

George retomou seus treinos de corrida. Mas ele não era capaz de correr em volta do quarteirão. O peso e a idade o estavam esmagando. Então ele andou em volta do quarteirão. E ficou sem ar...Um vizinho achou melhor ele desistir, mas o vizinho não queria ser campeão de boxe novamente. George continuou andando.

E depois correndo vagarosamente. E depois correndo e andando. E depois correndo algumas voltas rápidas e outras lentas. Isso evoluiu até que a velha forma de George Foreman estava de volta. Claro que ao lado deste desafio ele teve muitos outros, envolvendo a retomada das técnicas de boxe, contatos comerciais, etc.

Assim George retomou sua vida no Boxe e conseguiu se tornar o campeão de boxe mais velho da história, aos 45 anos, uma idade em que muitos esportistas se aposentam.

Além disso, George Foreman desenvolveu outra qualidade: visão para negócios. Quem nunca viu uma propaganda do George Foreman Grill, que prepara os alimentos eliminando boa parte da gordura?

Aqui vemos um aspecto interessante: Foreman se preocupou em olhar o futuro. Ele sabia que a glória de ser novamente o campeão mundial do boxe não duraria para sempre, mas ele ainda teria muitos anos de vida, como vivê-los?

Ele decidiu viver estes anos tambémcomo empresário, associando seu nome à toda uma linha de produtos que vão lhe gerar a receita financeira necessária para viver bem até o fim dos seus dias. Ele soube escolher também um parceiro organizado, trabalhador e inovativo, que foi Leon Dreimann.

Não é o talento que define se você terá sucesso. É a soma de talento, esforço e inteligência (natural ou desenvolvida).

Para mim, nunca verei outro boxeador tão genial quanto George Foreman. Mohammad Ali foi grandioso. Frazier foi um ícone. Mas Foreman se tornou meu preferido porque ele entendeu que a luta não se limita ao ringue. A verdadeira luta começa quando nascemos e termina quando o gongo final soar, no fechar definitivo de nossos olhos.

E você? Como andam as suas lutas? Vai buscar a vitória que merece por nocaute ou ficar torcendo para que os pontos o favoreçam?

domingo, 15 de setembro de 2013

As Pequenas Escolhas

Escrevo este post durante meu vôo de volta para Belo Horizonte, onde tomei uma decisão interessante durante a viagem e me peguei refletindo sobre ela.

A companhia aérea que usei oferece serviço de bordo, simples, mas presente. Me serviram uma mini tortilla com queijo, presunto defumado, junto com algo verde difícil de me lembrar agora (mas era bom). Junto com meu kit me deram uma mini lata de refrigerante, que deveria ter uns 200ml da bebida.

Gentilmente eu recusei a latinha e pedi um copo de água. Só depois que eu fiz isso, percebi que fiz uma opção muito mais saudável, mas sem fazer um grande esforço para recusar a famosa bebida.

No ambiente confinado e claustrofóbico da aeronave, somos conduzidos ao nosso destino. Esta empresa aérea serve o alimento e nos entrega no destino. Você consegue perceber que quase não se tem escolhas para fazer nesta situação?

Ainda assim, nós podemos fazer escolhas, ainda que pequenas e relacionadas com nossos objetivos. Sei que muitas pessoas diriam o seguinte para si mesmas: "Ah! É só uma latinha pequena, nem vai fazer diferença para minha dieta/meus objetivos". Que erro.

Ao meu ver, não existem pequenas decisões ou grandes decisões. Existem apenas decisões.

Portanto, acredito que cabe à nós refletirmos não a respeito de nossas decisões, mas refletirmos a respeito de nossos objetivos em todas as áreas da vida: material, espiritual, intelectual e social.

Mantendo os objetivos sempre no nosso foco, fica muito mais fácil tomar decisões certas, "grandes" ou "pequenas". Cada decisão se torna óbvia então, pois é um tijolo para a estrada que leva ao objetivo.

Quer saber mais sobre escolhas? Não perca em 05/10/2013 minha palestra chamada "Libertando-se das amarras", onde falo mais sobre como certos elementos de nossas vidas podem direcionar nossas decisões para um destino que não desejamos. E como fazer para reconhecer essas armadinhas e se livrar delas.

Inscrições abertas pelo SGA! Acesse já pelo site www.tskf.com.br, ou clique aqui.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Brazil International Kung Fu Tournament Championship 2013 - Vídeos

Já viu os vídeos da última edição do nosso campeonato? Organizamos todos eles abaixo para você assistir.

E você? Aparece em algum vídeo? Conte para gente nos comentários abaixo!

Aproveite também os comentários para falar mais sobre o campeonato. Para nós é importante saber o que você achou do nosso evento, para que o próximo seja ainda melhor.


Início


Tai Chi Chuan



Premiações




Hino Nacional




Dança do Leão




Bastão




Armas




Mãos Livres





Lei Tai - Kuoshu






Imagens Gerais





sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Passando dos Limites

Antes de tudo, obrigado por aguardarem este vídeo! Para nós, é sempre muito importante compartilhar a nossa visão sobre como o Kung Fu pode ser utilizado.

E qual a melhor maneira de compartilhar isso com nossos alunos? Simples: pedimos à um de nossos alunos, o Paulo Lima, da TSKF Barro Preto (Belo Horizonte-MG) que escrevesse sobre a sua visão desta fabulosa ferramenta de desenvolvimento físico e mental, chamada Kung Fu.

O texto, com a edição feita pelo nosso sócio João Lourenço, pode ser visto no vídeo abaixo! E não deixe de comentar mais abaixo sobre o que você achou do vídeo. Nós vamos adorar ler o seu comentário!





segunda-feira, 29 de julho de 2013

A importância do Café da Manhã

Foi ao ar hoje de manhã, pela rádio CBN, uma matéria interessante sobre a importância do Café da Manhã (sim, ele é importante o bastante para ser escrito em com letra maiúscula).

Vale a pena ouvir a matéria, que fala sobre uma análise feita na Universidade de Harvard sobre esta refeição.

Este é apenas mais um dos aspectos que abordamos também no Curso de Nutrição TSKF.

Para ouvir a matéria, basta clicar no link abaixo.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Mais um evento!


E mais uma edição do Brazil International Kung Fu Tournament Championship passou...Gostaria de agradecer imensamente à todos que participaram deste edição!

Foi mais um evento formidável para a arte marcial chinesa, demonstrada através das competições de formas, do Tai Chi e das lutas no Lei Tai também. Muito mais importante que isso, foi poder observar o clima festivo, encontrar velhos amigos e fazer alguns novos também.

Como parte da organização do evento, sei também que não somos perfeitos e, eventualmente, podemos ter cometido alguma falha. Tenham a certeza que o trabalho para melhorarmos em nossa próxima edição já começou (literalmente) e podem esperar observar estas melhorias em nosso próximo encontro.

Se você conquistou uma medalha no evento, parabéns. Mas lembre-se que sempre há margem para evolução técnica e física e essa busca pelo aprimoramento é que faz de um campeão o que ele é.

Se você não conquistou uma medalha no evento, isso tem pouca relevância quando as luzes se apagam. As medalhas se vão, mas ficam as lições que, como um mapa, mostram o que é preciso fazer para conquistar uma melhor performance na próxima oportunidade.

Por último, mas não menos importante, é fundamental agradecer todos os voluntários que fizeram deste evento ter sido o que foi. Juntos podemos fazer mais e podemos ir mais longe!


quinta-feira, 4 de julho de 2013

O que é importante e o que é urgente?

Quanto eu trabalhava em meu antigo emprego, eu tinha uma chefe fabulosa, mas que tinha certa dificuldade em estabelecer prioridades para os projetos que eu cuidava. Já eu tinha dificuldade em trabalhar sem prioridades. Significava muito para mim entregar aquilo que esperavam de mim, com a qualidade combinada.

Ela se estressava comigo, já que eu sempre perguntava: "Ok, chefa. Tenho essas mil tarefas aqui. Qual é a prioridade delas?". Por outro lado, eu me estressava sempre com a resposta: "Querido, tudo é prioridade".

Isso sempre soava como um "se vira" ou "dá seus pulos". Eu ficava enlouquecido com isso...

Naturalmente, além dela, os clientes me ligavam com demandas, os pares da minha chefe me acionavam com demandas e os chefes da minha chefa faziam o mesmo. Uma salada.

Até que um dia eu parei de ficar maluco com isso. Eu concebi um sistema fantástico chamado SVCP (Se Virem Com as Prioridades). Na verdade o nome era SFCP, mas mudei um pouco depois porque seria difícil explicar em detalhes...

O sistema era o seguinte:

1- Alguém me acionava com uma demanda
2- A demanda ganhava o topo da lista de prioridades e eu começava a trabalhar nela imediatamente, com todo o esforço
3- Outro alguém me acionava com outra demanda
4- A demanda ganhava o topo da lista de prioridades e eu começava a trabalhar nela imediatamente, com todo o esforço
5- O primeiro demandante me acionava para cobrar sua solicitação. Eu explicava diplomaticamente que estava atuando em outra demanda, mas que passaria a dar foco total no que ele precisava. E assim fazia.
6- A demanda ganhava o topo da lista de prioridades e eu começava a trabalhar nela imediatamente, com todo o esforço
7- O outro demandante me acionava para cobrar sua solicitação. Eu explicava diplomaticamente que estava atuando em outra demanda, mas que passaria a dar foco total no que ele precisava. E assim fazia.
8- A demanda ganhava o topo da lista de prioridades e eu começava a trabalhar nela imediatamente, com todo o esforço

E assim a coisa seguia, para meu total divertimento. Imagine as oito etapas acima, mas envolvendo 20 ou 30 demandas e demandantes. Nunca ri tanto como naqueles dias...

Ainda assim eu sabia que, para entregar os resultados que eu mesmo esperava de mim, seria preciso fazer uma coisa de cada vez. Terminar uma coisa por vez. Ter tanta coisa ao mesmo tempo na agenda me fez perceber ainda mais a importância disso. Só não havia como fazer isso no momento.

Quando tudo é prioridade, nada é prioridade. Nós somos capazes de criar sistemas multitarefas, mas isso não nos torna multitarefas (eu adoraria ser...)

Em nossa vida, quando deixamos tudo se tornar prioridade, acabamos por deixar de lado algumas coisas, coisas que "gritam menos" em nossa consciência.

Deixamos de lado nossos relacionamentos, até que nosso parceiro ou parceira acende um alerta vermelho para a relação. Quando isso não acontece, a relação simplesmente termina.

Deixamos de lado nosso sono, até que nosso corpo e mente manifestam um alerta, afinal, durante a semana você dorme tarde para cumprir sua agenda cheia. De final de semana, as baladas é que têm a sua cota. Mas uma hora o corpo vai sinalizar que sua prioridade deve mudar.

Deixamos de lado uma boa alimentação, muitas vezes em troca de economizar alguns minutos de uma refeição para pode voltar ao trabalho (que "grita" mais). Uma hora o corpo vai gritar e, acredite em mim, não é bonito quando ele faz isso rápido. Quando ele faz devagar, dói menos no sentido literal, mas dói mais no espelho...

Deixamos de lado nosso treino de Kung Fu, já que, via de regra, não temos o hábito de ficar gritando com os alunos que não aparecem. Incentivamos sempre, "puxamos a orelha", porque é assim que gostamos de fazer a coisa. Mas sabemos também que seu corpo vai "gritar" por nós quando você tiver que subir aquele lance de escada ou tiver um dia que requisitar um pouco mais da sua energia.

Não que seja fácil, mas para aqueles que souberem conquistar a capacidade de priorizar o que é importante em detrimento do que é urgente, conseguirão produzir muito mais, com muito mais qualidade e sem ter que trocar saúde, relacionamentos e equilíbrio de suas vidas.

Ah sim! Meu sistema SVCP teve vida curta. Minha nova chefa, que entrou no lugar da minha antiga chefa, tinha uma forma de trabalhar diferente, onde eu recebia demandas apenas dela e ela centralizava o "atendimento" aos outros demandantes. Ela não tinha a vida fácil, mas ela sempre tinha fotos novas para compartilhar no orkut (sim, éramos desse tempo) sobre os finais de semana na praia com o marido.

Afinal, nem tudo que é importante, é também urgente.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A nobre arte de ser Voluntário


Em todos esses 17 anos que tenho de treino, sempre procurei ser voluntário, inclusive quando não era professor. O mestre Gabriel perguntava assim para nós: “Quem gostaria de participar da demonstração na abertura de uma nova unidade? Eu sempre me prontificava a fazê-lo! Não porque era corajoso nem nada, mesmo porque fazia com um medo danado, mas porque acreditava no que o Mestre falava sobre os benefícios de se expor fazendo demonstrações.

Hoje, acredito que o fato de ter participado de várias demonstrações, sem dúvida nenhuma, desenvolveu e muito meu Kung Fu bem como meu controle emocional. E, naquela época, não atentava para outro benefício que me acometia, que era o da importância de ser voluntário.

E hoje, vejo que o Mestre desde aquela época já criava uma cultura na TSKF sobre a importância de sermos voluntários. Ele, como Mestre, poderia simplesmente colocar nossos nomes para participar e pronto! Claro que, se ele colocasse nosso nome nós iríamos e ponto final. Mas, com sua sabedoria de Mestre, preferiu saber quem seriam os voluntários, ou seja, quem seriam os alunos que fariam parte da história da TSKF, ao mesmo tempo, em que se beneficiariam dessa atividade tão nobre.

Quais benefícios, afinal, teremos por sermos voluntários de algo em que acreditamos?

Tem vários benefícios, mas vou colocar aqui somente três que foram os que o Mestre Gabriel sempre nos ensinou:

Aquisição e doação de Conhecimento: Toda vez que sou voluntário da TSKF, aprendo algo diferente. Por mais que você ache que a função seja “simples”, você aprenderá algo com ela. Pode ter certeza! Quando digo aprender algo, não quer dizer que tenha que ser necessariamente com a função em si, mas com a situação que ela pode fazer com que você passe. E mais importante que você adquirir conhecimento, é querer e saber usá-lo para o bem comum. O Mestre sempre nos ensinou que, se você sabe algo de valor que pode ser usado para ajudar o próximo, então você tem esse conhecimento como responsabilidade e ele deve ser passado adiante, sob pena de morrer com você, sem ter feito a diferença para alguém ou algo na vida. Só estamos com toda essa tecnologia fantástica atualmente por causa de conhecimento aprendido, aplicado e ensinado. E tem duas formas de se usar o conhecimento: você pode simplesmente ensinar para alguém ou usar esse conhecimento fazendo o bem aos outros, no caso do tema desse blog, sendo voluntário, por exemplo. Você simplesmente doa sua energia e conhecimento em prol de algo maior, beneficiando mais pessoas. A propósito, conhecimento não compartilhado é como uma moeda de ouro no fundo do oceano. Não tem valor nenhum!

Proteção energética: Você já percebeu que as pessoas que estão comprometidas com alguma coisa importante, quer seja um sonho, um grande projeto ou um trabalho qualquer estão sempre com disposição e com energia de sobra? Haja vista o arquiteto Oscar Niemeyer, que trabalhou até seus 104 anos e que deixou sua marca no Brasil e no mundo. Parece que estas pessoas não ficam doentes e não tem problemas. Eu, por exemplo, nunca vi o Mestre Gabriel faltar na academia por doença, e mesmo quando teve algum problema estava sempre presente, como você pode observar no blog “Ovomaltine com pêra”, veja aqui. Quando nos comprometemos sendo voluntário de algo, e realmente acreditamos e queremos ajudar, o Universo conspira a nosso favor e logo nos envolve em um campo energético (egrégora), onde todos os envolvidos ficam conectados em prol de um objetivo comum. Esse campo é tão forte que passamos a ficar protegidos por ele. Claro, que seu pensamento deve estar alinhado e de acordo com o projeto, já que pensamento e energia são a mesma coisa. Por isso, uma pessoa que faz parte de um grupo, após um período, passa a questionar seus fundamentos e deixa de aceitá-lo, ela deixará o grupo e seguirá seu próprio caminho ou, simplesmente, o próprio campo energético a "exclui", aplicando a lei da afinidade. O Mestre dizia que, se essa pessoa deixasse de fazer parte de uma organização algum dia, automaticamente deixa de ter a proteção da egrégora que ela tinha, por fazer parte daquele mesmo grupo.

Fazer parte da história: Quando trabalhamos voluntariamente em prol de um bem maior, a nossa energia é despendida para esse fim, fazendo com que façamos parte, quer você queira ou não, daquele evento ou projeto. Lembre-se que, na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma, do mesmo modo a sua energia (intenção) fica fazendo parte daquilo a que ela foi direcionada. Muitas vezes, as pessoas estão fazendo parte de algo muito grande, mas não o percebem ou não dão o devido valor que merecia ser dado. Se você perguntar para um pedreiro o que ele está fazendo, talvez, ele responda que está colocando um tijolo em cima do outro. Mas, se você perguntar para um outro pedreiro o que ele está fazendo, talvez ele responda que está construindo a Catedral de Notre Dame, um monumento que vai ficar para posteridade! É tudo uma questão de valor que você credita a você mesmo. Por isso que, o Mestre Gabriel diz que toda vez que ele vai para Baltimore, as pessoas voluntárias que arbitram lá são doutores, mestres, shifus... Isso nos mostra muito da cultura dos outros países onde as pessoas que possuem um certo status são as que mais percebem a importância de ser voluntário, agregando algo significante para a sociedade.

Agora, imagine você sendo voluntário do nosso Campeonato Internacional de Kung Fu, que é o maior campeonato de kung fu tradicional das Américas realizado sempre no meio do ano, desde 2007. Isso significa dizer que você fez parte dessa realização. Significa dizer que SUA energia foi necessária para a realização do MAIOR DAS AMÉRICAS! Significa dizer que VOCÊ foi importante para o sucesso desse evento!

Nós temos muitos bons exemplos de grupos voluntários na TSKF. E temos um em especial que tenho muito carinho e orgulho, que é o Time de Arbitragem de Kuo Shu da Matriz. Esse grupo se desloca praticamente todos os sábados do ano pra Matriz para ser voluntário em, normalmente, três eventos por ano: em dois Campeonatos da Liga Nacional do Mestre Paulo Silva, da qual sempre somos gentilmente convidados, e no Campeonato Internacional do Mestre Gabriel. O horário de treino desse Time é das 17:00 às 18:00, todos os sábados. Esse é um dos métodos do Mestre Gabriel para realmente saber quais pessoas realmente querem e se propõe a fazer o que precisa ser feito, ou seja, marcando compromissos nos horários mais ingratos que você possa imaginar. Agora, você acha que uma pessoa que sai de sua casa todos os sábados para aprender e treinar das 17:00 às 18:00, e ser voluntario em três eventos por ano, não está comprometida por livre e espontânea vontade???

Já deu para perceber o porquê do Mestre dizer que ser voluntário não é uma tarefa simples, mas com certeza, é uma das mais nobres que existe.

Se você, que está lendo este blog, acha que foi convencido a nos ajudar como voluntário, faça-nos um favor, não procure a TSKF para atuar. Agora, se você que está lendo, se inspirou e realmente sentiu e entendeu a importância do voluntariado, por favor, nos procure imediatamente, pois teremos um lugar tão necessário para você quanto a necessidade que o fez nos procurar. A necessidade que todo ser humano tem na essência, a de fazer o bem pelo próprio bem que ele nos faz.

www.tskf.com.br/academias

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Cuidado com o óbvio!


Quantas vezes em nossas vidas nos vemos por optar por um novo caminho? Quantas vezes precisamos escolher alguma coisa (seu prato no almoço ou no jantar, um filme para assistir, uma roupa para usar...)?
Muitas vezes optamos pelo óbvio. Como assim óbvio?
Quando falo óbvio, estou referindo-me ao que já sabemos ao que já conhecemos. Já sabemos o sabor daquela comida (não estou falando que você não pode pedir o seu prato preferido no restaurante, mas, sempre pedir a mesma coisa?), já conhecemos determinando estado/país, porque não arriscar-se a conhecer uma nova cultura, novos costumes, uma nova culinária?
E quando falo do óbvio, também estou falando da velhice. Agora você deve estar se perguntando e afirmando, então esse cara não quer ficar velho?
E eu te respondo: Não!
Não confunda ser velho com ser idoso. Ser velho é ser uma pessoa que acha que já sabe, que já conhece, que não precisa mais mudar e idoso é uma pessoa de bastante idade.
Nós gostamos tanto do óbvio, que tem gente que esquece algo e diz exatamente isso:
“Eu sou tão azarada que tudo o que eu procuro, eu acho sempre no último lugar que eu estou procurando. Onde era ‘óbvio’”.
De repente alguém do lado vira e fala: “Nossa, isso acontece comigo também”. Cuidado com o óbvio.
Quando o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tinha 10 anos de idade, ele chegou pra sua avó e disse: “Vó, eu vou ser presidente dos Estados Unidos”. 
Agora você já parou para imaginar se ela vira pra ele e fala: “Menino, você cheirou cola? Já se olhou no espelho? Já notou que você é afrodescendente, nasceu no Havaí e tem nome mulçumano (Barack Hussein Obama II)? É impossível”.
Sabe o que ela falou? “Vai que você pode”. Dai o lema “Yes. We can!”
Claro! O impossível não é um fato, o impossível é uma opinião.
Trazendo isso para o nosso universo marcial, é óbvio para as outras pessoas (amigos, familiares, cônjuges), que praticar Kung Fu é lutar. É levar soco na cara, sair sangrando do treino, não conseguir se mexer no dia seguinte.
Muito se fala que treinar a luta no Kung Fu é essencial. Pode até ser que o Kung Fu surgiu da necessidade de se defender (isso seria a sua raiz), mas não podemos ficar presos a isso. Não podemos ter ancoras com esse passado.
Nós da TSKF sabemos muito bem que para treinar Kung Fu não é preciso lutar com ninguém, a não ser você mesmo.
Como foi citado no post anterior: “A luta já não é mais o ponto principal, afinal não temos as pretensões acima citadas, como não usamos mais habilidades corporais para conquistar reinos e povos, ela passa a ser o que de arcaico temos no nosso Kung Fu, ou seja, o que seguramente pode ser descartado, pois não será usado, é valor obsoleto.
Sendo assim podemos usar de seus exercícios para obtermos bem estar, e uma saúde verdadeira uma vez que ser saudável não é só não estar doente, mas sim ter condições físicas, mentais, sociais, financeiras e fisiológicas de viver e viver bem, além do imenso conhecimento sobre ser humano que foi ao longo dos últimos 30 anos agregado pelo Mestre da escola”.
Texto de:Jorge Cruz - Unidade TSKF Mogi das Cruzes


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Abrindo a Porta


Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.

Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual haviam gravadas figuras de caveiras.

Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:

- Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados.

Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.

Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:

Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?

- Diga, soldado.

- O que havia por trás da assustadora porta?

- Vá e veja.

O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.

O soldado admirado apenas olha seu rei que diz:

Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.

Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?

Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?


Selecionado por João Lourenço
Instrutor TSKF Barro Preto

segunda-feira, 13 de maio de 2013

De que serve o passado? (Tradicional VS Arcaico)


Em vários momentos na vida nos deparamos com situações conflitantes que nos mostram:
Valores antigos em oposição a Novos valores, como quando você mulher,está acostumada a usar um condicionador para apenas hidratar seus cabelos, e descobre que é possível pintá-los usando o condicionador, além de hidratar... (e isso é realmente possível), ou quando você homem está afeitando a barba, e por um descuido deixa o creme de barbear cair no estofado de couro, e quando limpa, descobre que esse é o melhor método para se tirar manchas de um estofado de couro (e isso também é verdade), nesses momentos nos deparamos com valores antigos colidindo com valores novos, e a partir daí podemos reagir de diversas formas, positivas e negativas, otimistas ou pessimistas, arrogantes ou humildes...

Todas as vezes que nos deparamos com informações que não conhecíamos tendemos a ser arrogantes, fechados para o novo, como diz o ditado: "Quando a única ferramenta que se tem na mão é um martelo, todo problema você acha que é prego", dessa maneira montamos barreiras impedindo que o novo conhecimento faça sua morada em nossa mente. Você sendo desse tipo de pessoa ou não, por um acaso deve conhecer alguém que tenha essa característica marcante, que geralmente fala “Eu sou assim e pronto”, ou que para tudo tem na ponta da língua o complemento perfeito para qualquer frase que dissermos a ele,que é: “Eu sei!”.

O fato é que sempre que precisamos evoluir algo, seja um projeto, um produto, ou até mesmo o ser mais importante do universo, VOCÊ (eu), e é inerente a esse processo de evolução a existência de um ponto de partida, se faz necessário usar valores que já obtemos, mas mudar  é deixar de ser tradicional???

Há uma distinção que eu acho fabulosa, que o filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella faz sobre o Tradicional e Arcaico, sendo que o tradicional é aquilo que precisar ser preservado, cuidado, levado a diante, consultado quando necessário, ao passo que o arcaico é tudo aquilo que já está ultrapassado, sem valor, desnecessário, obsoleto.

Trazendo essa informação para o nosso universo marcial, é extremamente comum esbarrarmos em uma dessas comunidades que existem nas redes sociais, bate papos e trocas de informações que falam sobre a tradicionalidade do Kung Fu, qual é o verdadeiro Kung Fu, etc., e para ser bem sincero, nunca vejo nenhum aluno,instrutor, mestre, representante de nenhuma escola ou estilo vir num grupo desses dizer que conquistou um reino ou que provou que seu kung fu tradicional era melhor do que o arsenal bélico de qualquer povo, mas vejo muito o povo dizer que é tradicional no Kung Fu treinar a luta, pois isso é a essência, e essa essência não pode ser perdida...  Aí, a  pergunta que não quer calar: 

Para adquirir perseverança, diligencia, disciplina, confiança, auto confiança,humildade, paciência, lealdade, ou seja, valores que julgamos importantes para a evolução do ser humano, obrigatoriamente tenho que me dispor a levar golpes e a dar golpes nos outros, somente porque essa arte veio da necessidade de se defender, ou seja, perco todos os benefícios que encontraria na arte apenas por não querer lutar?

Nós da TSKF entendemos que NÃO, e ainda nos atrevemos a complementar dizendo que existem muito mais ganhos reais nesse tipo de prática que desempenhamos do que apenas consciência corporal, algo que vai direto para um vastíssimo campo de possibilidades e consciências, que vai direto para o campo mental do ser praticante. 

Acredito que isso sim seja A nossa tradição. Que isso é o que temos que levar pelos tempos, que temos de cuidar, consultar quando necessário e preservar. A luta já não é mais o ponto principal, afinal não temos as pretensões acima citadas, como não usamos mais habilidades corporais para conquistar reinos e povos, ela passa a ser o que de arcaico temos no nosso Kung Fu, ou seja, o que seguramente pode ser descartado, pois não será usado, é valor obsoleto.

Sendo assim podemos usar de seus exercícios para obtermos bem estar, e uma saúde verdadeira uma vez que ser saudável não é só não estar doente, mas sim ter condições físicas, mentais, sociais, financeiras e fisiológicas de viver e viver bem, além do imenso conhecimento sobre ser humano que foi ao longo dos últimos 30 anos agregado pelo Mestre da escola.

Quanto a atividade desportiva da luta, isso é assunto para um próximo post, quem sabe?!