sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Kung Fu e a Procura dos Desesperados

"O Kung Fu será para você aquilo que você desejar que ele seja" Quando eu criei essa frase, não foi com a intenção de dizer para os alunos, que sua academia, seu mestre ou o Kung Fu, existe para satisfazer seus caprichos. Hoje em dia as pessoas acreditam que porque estão pagando, temos que satisfazer seus desejos. Isso pode ser verdade por ai, não na nossa escola. 

É muito comum quando alguém quer treinar Kung Fu idealizar certo tipo de academia, certo tipo de mestre e certo tipo de Kung Fu, principalmente pelo que viu nos filmes. Por conta disso, quando começam a treinar acham que essas coisas têm que se adaptar ao seu ideal e não o inverso.

Quando essas pessoas entram numa boa escola, onde existem certos protocolos, como, por exemplo, regulamentos e normas de conduta, elas logo se decepcionam e pensam: “Nossa onde já se viu tratar um cliente dessa maneira”, então, inventam uma desculpa e vam embora.

Tão comum quanto esse tipo de aluno, existe também aquele que já atingiu certo nível e que, por conta disso, desenvolve sua própria tese do que seria uma boa escola ou um bom mestre, então, sai à caça dessa nova escola e desse novo mestre que poderia satisfazer seu ideal imaginário.

Existe também o aluno orgulhoso, aquele que não se curva, nem à sua escola nem ao seu mestre. Esse tipo é aquele que insiste em querer fazer as coisas à sua própria maneira, porque acredita que está acima delas, querem sempre dar um jeitinho para provar que são melhores que os demais, portanto, não precisa disso.

Esses tipos de alunos jamais encontram o que procuram, passam a vida inteira pulando de galho em galho, de escola em escola, de estilo em estilo, de arte marcial em arte marcial, esperando que alguma delas reconheça o seu valor e satisfaça os seus caprichos. Por fim, como isso raramente acontece, encerram suas carreiras, e se tornam ex. praticantes de alguma coisa e peritos em coisa nenhuma.

Lembre-se “O Kung Fu será para você aquilo que você desejar que ele seja”, mas, não será sua escola, seu mestre ou seu estilo que fará isso por você, mas, você mesmo. Sua escola e seu mestre ensinam para todos de uma mesma maneira, respeitando os limites de cada um, portanto, não espere que eles se adaptem às suas necessidades. Já foi dito que o pior dos erros seria alguém tentar agradar a todo mundo. Nem Jesus Cristo conseguiu isso.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Para que Serve o Kung Fu nos Dias Atuais


Se você parar para pensar um pouquinho, você perceberá que nos dias de hoje, raramente ou nunca você usará o seu kung fu para se defender, mas, se você pensar na sua vida, no seu dia a dia, você encontrará oportunidades para usá-lo praticamente todos os dias.

Podemos dizer que o kung fu é uma filosofia de vida. Grosso modo, ele significa habilidade, mas, habilidade em que? Eu diria que em tudo, inclusive em luta, mas, hoje, nossas lutas não são mais travadas nos campos de batalha, mas sim, nas empresas, no trabalho, na família, na escola e assim por diante.


Enquanto empregados, aguentando chefes incompetentes, cumprindo prazos apertados, conquistando novos clientes, tratando com clientes difíceis, evitando que puxem nosso tapete, tentando dar o nosso melhor para que possamos ser reconhecidos, e assim por diante.
Quando somos empresários nossas batalhas são ainda maiores, como, por exemplo, suportar elevadas cargas de impostos que consomem o nosso lucro, pagar as contas, aluguel, água, luz, fornecedores, etc. e ainda sermos tratados com mercenários pelas pessoas.
Na família nossa batalha não é muito diferente, pagando as contas, aluguel, água, luz, alimentação, imposto de renda, IPVA, educação dos filhos, etc. Cuidando da família, acompanhamos nossos filhos evitando que sigam um mau caminho, fugimos da bandidagem e, assim por diante.
A TSKF usa o kung fu como uma ferramenta de desenvolvimento humano, onde a mente é desenvolvida através do trabalho árduo do corpo, da disciplina, da paciência e da perseverança. Por exemplo, quando você suporta um treino duro, ou agüenta ficar na posição do cavalo, você não está treinando somente o corpo, mas também a mente, para poder suportar adversidades que possam surgir na sua vida, como, por exemplo, a perda do seu emprego ou de um ente querido.
Quando você é obrigado a ser humilde, cumprindo os regulamentos da academia ou, tendo paciência e perseverança esperando o tempo certo para aprender, você não está apenas se curvando às ordens, mas sim, se lapidando interiormente para coisas mais sublimes.
Saiba que quando buscamos a perfeição em nossos movimentos, isso não é apenas para que o nosso kung fu fique bonitinho, mas sim, para que isso reflita em nossa mente, fazendo com que depois de um tempo ela fique adestrada para automaticamente buscar a perfeição em tudo aquilo que fazemos.
Eu criei uma frase que diz o seguinte: ”O kung fu será para você aquilo que você desejar que ele seja” e, nós da tskf, ensinamos o kung fu para que você vença suas batalhas do dia a dia, na sua empresa, no seu trabalho, na sua família e na sua vida como um todo.
Acreditamos que o melhor kung fu é aquele que supre as suas necessidades e, esperamos que treinando conosco você se torne uma versão melhor de você mesmo. Esse é o nosso desejo, e é por isso que ensinamos kung fu.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

TSKF Entrevista #10

Hoje estamos recebendo para a nossa Última Entrevista o Instrutor Piero Tubino, Sócio e Instrutor da TSKF.

Piero Tubino começou a treinar Kung Fu aos 11 anos. Em setembro de 2012 começou a dar aulas na TSKF Matriz, enquanto ainda cursava o ensino médio na escola, onde pode observar e aprender os primeiros passos sobre como dar aulas com o próprio Mestre Gabriel.

Participou de diversas competições no Brasil em competições nacionais e internacionais. Um dos eventos que mais marcou sua trajetória foi a convenção da TSKF, onde, em sua visão, conseguiu observar a grandiosidade da TSKF, através da organização do evento, das demonstrações e dos discursos feitos pelo Mestre Gabriel, explicando que todos podemos ser melhores do que somos, mesmo partindo do zero.

Em junho de 2014 foi graduado faixa preta e, de 2012 para cá, passou por várias filiais (Moema, Campo Belo, Mogi das Cruzes) antes de se tornar sócio e líder da TSKF Consolação, em 2015.

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Piero, como surgiu o interesse pelo Kung Fu? 

Eu gostava muito de filmes de lutas, gostava de ver o desenho do Avatar e me encantava com a beleza dos movimentos. Como toda criança eu tentava imitar.

Bom, aos meus 11 anos de idade, eu morava na Rua augusta perto da Paulista.

Ia para escola de manhã e, nessa época, a TSKF Consolação estava sendo construída. Eu via todos os dias gente entrando e saindo, eu tinha visto uma placa escrita Kung Fu. Daí me surgiu o interesse em querer conhecer! 

Nessa época eu estava muito acima do peso e era uma criança que tinha muitos medos.  Isso me dava muita insegurança.  

Após a aula experimental, o professor da unidade havia explicado todos os benefícios que o Kung Fu traria para mim. Eu tinha me encantado com a aula (ao ponto de achar que eu ia dominar os quatros elementos! Hahah)! 

O que te fez trabalhar com o Kung Fu?

Eu gostava muito de fazer o Kung Fu, mas tinha uma coisa que me chamava muita atenção. Era o jeito que o meu professor me tratava, me ensinava... eu gostava era de como ele me ensinava, fantasiando umas lutas, me explicando cada golpe, brincando e me divertindo. Eu olhava isso, e o desejo de ser igual a ele começou a surgir, queria ser igualzinho a ele. Queria poder ajudar outras pessoas da mesma maneira de como ele fazia! 

Como eu tinha 13 anos ainda não podiam dar aulas e nem era faixa marrom, então eu ficava em casa imaginando, dando aula, cuidando da parte da secretaria, matriculando pessoas para treinar comigo! Tudo na imaginação...

E isso foi aumentando meu desejo de ser um Instrutor! 

Jamais posso esquecer que esse desejo de ser instrutor, foi aumentado pela Shimu Ana, esposa do Mestre Gabriel. Eu e ela conversávamos muito de como era ser instrutor. 

Lembro até hoje que ela me deixou fazer uma carteirinha, parece algo simples, mas para mim foi: “CARAMBA FIZ A CARTEIRINHA! ” Apesar de ter conseguido fazer errado!

Hoje sendo Líder da Unidade da Consolação, como você vê a evolução do Kung Fu no Brasil? 

Ainda tenho muito que aprender e ter esse olhar que o Mestre Gabriel tem! 

Mas o que posso dizer com a pouca experiência que tenho é que o Kung Fu no Brasil ainda precisa crescer mais. No sentindo de que as escolas devem se unir para se ajudar e não ter aquela coisa de dizer que meu Kung Fu é melhor que seu... 

Se unido, o Kung Fu seria imbatível, não teria para ninguém!  

Mas acredito que já evoluiu muito, com o que eu ouvia das histórias! 

Qual foi o Campeonato de Kung Fu que mais lhe marcou? Por quê?

Foi o campeonato da TSKF em 2009. Eu era faixa verde, e como eu tinha meus medos, nesse campeonato eu me tremia todo, literalmente!!! 

Mas foi um passo muito importante para minha vida! Hoje eu entendo porque o Mestre Gabriel diz: “ Quando você entra na área de competição, você entra uma pessoa e quando sai, sai outra pessoa”.

Quando sai da área, percebi que não doía e que era boa a sensação de estar no controle! Hoje tenho muita mais confiança para entrar numa área de competição! Graças a esse primeiro passo dado! 

Dentro da TSKF qual foi a sua maior conquista?

Não diria que foi uma conquista, mas foi quando meu professor ficou sozinho na academia e eu o ajudava, não só eu, como meus colegas. Éramos um time, e ficávamos para ajudar nosso professor. E um dia qualquer, no finalzinho de uma aula bem cheia, eu fui presenteado com uma medalha por mérito! Por ficar e ajudar a academia na hora mais difícil! Isso para mim é uma conquista! 

Mas tenho outra coisa que me deixa orgulhoso: eu era faixa vermelha e estava treinando para o exame. Nessa época já sabia que queria ser instrutor (só faltava a faixa marrom) e eu treinava muito todos os dias, fazia aula e depois da aula ficava mais umas horas repetindo e repetindo! 

Após o exame, o próprio Mestre Gabriel me chamou na sala dele, para dizer que teria minha chance de ser instrutor! E isso para mim foi umas mais puras felicidades que já havia sentido! E, é claro, a minha nota de exame tinha sido 8,40! Rs! 

Toda grande pessoa tem grandes Mestres, quais sãos os seus Mestres, que você se inspirar para ser essa pessoa que é hoje?

Sem dúvida nenhuma é o Mestre Gabriel e o Shifu Danillo! 

Eu me inspiro no Shifu Danillo. O Mestre Gabriel falava que o Shifu Danillo era o George Clooney do Kung Fu. Por que ele tem uma maneira fantástica de explicar ou de conversar com uma pessoa. E isso me inspira, porque quero ser um grande comunicador igual a ele. Um verdadeiro Gentleman! 

Como você vê a TSKF daqui 10 anos?

Eu vejo uma academia muito maior do que já é! 

Eu vejo a academia TSKF como a melhor e a maior academia de todos os tempos! 

Obrigado! 



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

TSKF Entrevista #9

Hoje estamos recebendo para a nossa nona Entrevista o Shifu Antonio Carlos, Sócio da TSKF.

Shifu Antonio iniciou seus treinos no Kung Fu aos 24 anos. É técnico em eletrônica, ex praticante de Capoeira e em 2004 começou a dar aulas na TSKF Matriz, onde atua até hoje com as turmas da manhã de Tai Chi e Kung Fu.

Graduou-se faixa preta no final de 2006 e, em 2007, ajudou a abrir a TSKF Casa Verde, onde atua como sócio líder até hoje.

Já participou de diversos campeonatos em São Paulo e no Paraná, conquistando várias medalhas. E já ajudou diversos alunos a alcançarem suas próprias conquistas em campeonatos, inclusive no exterior.

Um exemplo de disciplina e boa vontade. Sempre disposto a ajudar a todos.

Está à frente do time de Dança do Leão TSKF, juntamente com o Shifu Anderson para ensinar essa arte tão maravilhosa que existe dentro do universo da arte marcial.

Em 2014 foi graduado 4º Tuan pelo próprio Mestre Gabriel, conquistando assim o título de Shifu.

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Shifu Antonio, você é muito conhecido por ser uma pessoa bem forte e com bastante energia, o que isso significa para você? 

Se conseguir isso estou cumprindo um objetivo, se você quer que as pessoas sejam fortes, seja forte você, se você quer que as pessoas tenham energia, tenha energia você, como diz o Mestre Gabriel, “a palavra convence, o exemplo arrasta”.
Somos seres compostos de movimentos feitos para o movimento, nos movimentamos por dentro e por fora o tempo todo, é uma lei do universo, o universo é movimento, força gera força, energia gera energia.
Eu brinco com minha esposa, ela um dia vai escrever um livro, “minha vida com um colérico”, sou assim desde manhã até dormir, se eu paro eu durmo.

De onde vem toda essa energia? Você sempre foi assim? 

Sempre tive uma propensão a ser assim, mas graças ao Kung Fu e ao Tchi kung consegui desenvolver bastante este lado, na verdade, busco o equilíbrio através do Tchi Kung e do Tai Chi Chuan.
Por ser muito agitado, ás vezes não conseguia descansar e repor as energias, o Kung Fu e o tai chi me ensinaram isto, conhecemos pessoas com grande energia que parecem moles e cansadas, justamente por não conseguirem controlar e direcionar esta energia ela se torna estagnada e pesada, passando a não ser um estímulo mas sim uma âncora para o indivíduo.
Como professores, devemos isso aos alunos, eles vem buscar energia e entusiasmo em você, força e vitalidade, nosso mestre nos ensina a ser assim.

Voltando um pouco no tempo, como você conheceu a TSKF? 

Na época estava parado (não tanto assim) e me interessei em praticar Tai Chi Chuan, após assistir uma apresentação, pesquisei uma escola na época, era longe, mas eu já tinha decidido treinar o Tai Chi Chuan, a distância não me impediria, então, indo para o ponto de ônibus conhecer a outra escola, passei em frente a TSKF na Rua Cardeal Arcoverde, unidade que hoje se localiza na Vila Madalena, ao subir e trocar três palavras com a Shimu Ana Harmi, fiz minha escolha. A TSKF apareceu em meu caminho, acredito que não por acaso, lembro de dizer a Shimu que praticar Kung Fu era um sonho, hoje vivo este sonho.

Qual dica você daria para as pessoas que reclamam que não tem energia para algo?

Eu diria “A energia está em você, ao seu redor o tempo todo, no que você come, nas pessoas, no solo e no ar, você só precisa utilizá-la, tem a ver com o seu CHI, sua energia vital, ela deve vibrar o tempo todo, faz parte de estar vivo”.

Como surgiu o interesse de dar aulas na TSKF? 

Foi um processo natural, o Kung Fu era e é algo tão maravilhoso para mim que eu pensei que ajudar as pessoas a conhecerem e praticarem algo tão benéfico. Era uma dádiva em meu caminho, eu estava sempre na academia, participava de tudo que acontecia, eventos, campeonatos, demonstrações, o Shifu Anderson e eu éramos os “chatos do exame” estávamos lá sempre. Neste fim de semana o Mestre disse no exame, que você não deve olhar pra sua mochila e pensar “Eu vou no kung fu hoje?”, me identifiquei muito, pois treinar Kung Fu deve ser uma coisa natural como respirar, comer e treinar. Faz parte do seu dia a dia, você deve treinar Kung Fu até se tornar o Kung Fu.
A TSKF com sua estrutura altamente planejada te direciona e te dá este caminho, é só querer.

Você poderia citar 3 motivos que te fazem continuar trabalhando com o Kung Fu? 

1- Ajudar as pessoas, vê-las se tornarem melhores e mais desenvolvidas dentro de seus limites, não quero que as pessoas sejam iguais a mim, mas melhores dentro de seus biótipos, o Kung Fu deve ser para você o que você quiser que ele seja.
2- Poder treinar Kung Fu o tempo todo, existe trabalho melhor que este?
3- Ajudar a pessoa que acreditou em mim, ser grato a ela permanecendo no caminho, tenho meu sonho com o Kung Fu, baseado no sonho de meu mestre, acredito muito no “caminho do discípulo” que é ajudar sempre seu mestre e seu irmãos.

Como você vê a TSKF daqui 10 anos? 

Vivemos um momento delicado em nosso país, mas nossa escola se mantém firme e forte, aprendemos a trabalhar melhor, aprendemos a nos desenvolver melhor a cada dia para nós mesmos e nossos alunos, aprendemos a escolher melhor as pessoas que terão a honra de trilhar nosso caminho, e isto sem dúvida refletirá daqui a dez anos, e seremos a maior, melhor e mais bem sucedida escola de Kung Fu do mundo.

Obrigado!



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

TSKF Entrevista #8

Hoje estamos recebendo para a nossa oitava Entrevista o Sócio e Instrutor Walter Alípio.

Iniciou seus treinos em 2011, aos 24 anos.

Em agosto de 2012 começou a dar aulas e antes disso trabalhava com suporte técnico de computadores.

Participou de diversos campeonatos, inclusive em outro estado, Curitiba / PR em 2012, seu primeiro campeonato e lá, em suas palavras: “tive a oportunidade de conhecer melhor muitos dos meus colegas de treino, alguns dos quais treinam até hoje”.

Este evento se tornou marcante, pois apesar de não trazer nenhuma medalha, foi lá que pela primeira vez sentiu “aquele frio na barriga” que aparece antes da competição e se dissipa quando entramos na área, para o Walter, uma sensação viciante e sem igual.

Participou de diversos eventos da TSKF desde que começou a treinar e dar aulas, como por exemplo, o grupo de apresentações TSKF Show Team e a peça “4 caminhos para a vitória”, quando a TSKF teve honra de levar ao teatro Brigadeiro seu maior público desde sua fundação.

Graduou-se faixa preta em 2014.

É sócio e instrutor na TSKF Consolação e TSKF Tucuruvi, esta última onde leciona desde setembro de 2014 até hoje (2016).

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Walter, como você conheceu o Kung Fu? 

Assistia filmes do Jack Chan, posteriormente do Jet Lee. E meu interesse cresceu ainda mais depois de assistir “Matrix”.

Você depois de 1 ano de treino começou a dar aulas, o que lhe motivou a tomar essa decisão? 

O que foi decisivo para querer me tornar instrutor foi a própria experiência de treinar na TSKF. Sentir a energia dos instrutores e do ambiente, seja em qual fosse a unidade, a organização, a disciplina. O incentivo dos instrutores também foi importante.

O que você acha mais importante para uma pessoa que almeja dar aulas de Kung Fu?

Leiam os posts do blog, acompanhem os vídeos e procurem ler os livros que o mestre recomenda. Autodesenvolvimento é crucial.

O que mudou em sua Vida quando você decidiu se dedicar apenas ao Kung Fu?

Na verdade, culminou com uma série de mudanças que eu já queria fazer, então sai da empresa em que estava, mudei de casa, transformei minha rotina e isso foi muito valioso, o sentido de trabalho mudou completamente para mim.

Olhando para trás, todas as dificuldades que você passou, qual foi a lição mais valiosa que você aprendeu?

A lição mais valiosa é que tenho muito a aprender, chegar até aqui foi só uma etapa é tenho muito a trilhar.

De todas decisões que tomou até hoje, se arrepende de alguma? Faria algo diferente? 

O que eu faria diferente? Talvez tivesse começado a treinar mais cedo.

Como você vê a TSKF daqui 10 anos? 

Maior e cada vez mais forte, temos muitas regiões do Brasil para expandir.

Obrigado!



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

TSKF Entrevista #7

Hoje estamos recebendo para a nossa sétima entrevista o Shifu Rafael Garcia, sócio e instrutor da TSKF.

Shifu Garcia iniciou seus treinos no Kung Fu aos 21 anos, em jan/2002. Em 2003 começou a dar aulas na TSKF Matriz, quando dividia seu tempo entre as aulas, o emprego na TAM Linhas Aéreas (atual LATAM) e sua pós-graduação na UMESP - Universidade Metodista de São Paulo, situada em São Bernardo do Campo, onde já havia se formado em Jornalismo em dec/2001. Alguns anos depois passou a dedicar-se exclusivamente ao Kung Fu e a TSKF, ajudando a abrir mais três filiais, a TSKF São Bernardo do Campo (em 2005), a TSKF Ipiranga (em 2007) e a TSKF Santo André (em 2011), além de tornar-se sócio da TSKF Itaim Bibi em 2013.

Graduou-se faixa preta em fev/2005 e desde então ajudou diversos atletas a conquistar títulos em campeonatos no Brasil e em Baltimore (USA), onde participaram, inclusive, dois de seus alunos que eram deficientes auditivos (total).

Em jun/2012 graduou-se professor de Educação Física pela UNIP – Universidade Paulista, em São Paulo

Nos anos de 2013 e 2014, esteve à frente do projeto que levaria a TSKF para os Estados Unidos, onde já tinha conseguido até montar a sede. Porém, infelizmente, fomos barrados pela burocracia da imigração norte-americana para obter um visto de trabalho no exterior. (Mas não desistiremos)

Neste período também teve a oportunidade de dar uma aula no padrão da TSKF, acompanhado da presença do Mestre Gabriel, para os alunos graduados da Zhong Yi Kung Fu Association, do Mestre Nelson Ferreira.

Em out/2014 foi graduado 4º Tuan pelo próprio Mestre Gabriel, conquistando assim o título de Shifu.

Atualmente está em Fortaleza, CE, desenvolvendo o Kung Fu na Unidade TSKF Aldeota.


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Shifu, você tem mais de 10 anos de Kung Fu, qual foi a lição mais preciosa que aprendeu?

Eu tenho certeza de que foram muitas lições, mas creio que uma das mais importantes foi a de que é preciso confiar nas pessoas para executar planos e crescer. Pude ver o Mestre Gabriel fazendo isso desde SEMPRE e tentei reproduzir em algumas oportunidades a mesma forma de agir com outros instrutores e sócios, dando oportunidades para que demonstrassem disposição, honestidade e lealdade. Naturalmente, obtive alguns resultados negativos, mas os acertos compensam e são muito satisfatórios.

Outra lição que eu não poderia deixar de mencionar é que a cada contato com algum sócio que passei a ter, aprendi algo. Foi assim dando aulas em São Bernardo, no Ipiranga e no Itaim Bibi. Aprendi com aqueles que eram sócios quando iniciamos as atividades numa unidade, como nas duas primeiras citadas, e também quando assumimos uma escola em andamento, que é o caso da última mencionada. Mas também aprendi com aqueles que vieram a dar aulas nestas três ainda depois que eu já não estava mais presente fisicamente nas mesmas. Portanto, além do Mestre Gabriel ser uma fonte inesgotável de aprendizado, eu ainda tenho a sorte de ser sócio de Wilian Vieira, Adriana Mucciolo, César Costa, Ludmila Dantas, Alessandra Silva, Nicollas Leão, Fernando Pereira e Airton Rodrigues, pois aprendo com eles até hoje, além daqueles que passaram por estas e outras unidades com os quais tive contato por terem sido instrutores e sócios comigo. Ainda assim, a maior sorte de todas é ter o Mestre Gabriel como meu sócio e mestre.

O Senhor foi aluno, se tornou instrutor e depois sócio da TSKF, mas antes de se tornar sócio deixou para trás um emprego na TAM Linhas Aéreas, o que lhe motivou a tomar essa decisão?

Eu percebi que trabalhando naquele momento não havia para mim uma perspectiva de unir uma atividade prazerosa com o trabalho cotidiano. Essa junção eu só encontrei ao trabalhar dando aulas na TSKF e, por uma combinação de fatores, eu deixei de trabalhar na TAM e pude abrir a TSKF São Bernardo do Campo em jan/2005, uma das ações mais acertadas de toda a minha vida até aqui, com frutos incríveis e surpreendentes.

Percebemos que a sua Jornada é cheia de decisões, e uma dessas decisões foi recente, que foi a ida para os EUA. Como foi essa experiência? Com todas as dificuldades nesse período, como foi passar por tudo isso?

Sinceramente, foi extremamente frustrante não ter obtido o visto de trabalho para dar continuidade neste processo. Foi muito oneroso financeira e psicologicamente. O que se pode tirar de positivo de tudo isso é que, por mais prejudicial que essa ação tenha sido em termos de patrimônio, eu aceitei a proposta feita pelo meu Mestre, mesmo que tenha sido um enorme obstáculo, e fui por ele escolhido para encarar aquele desafio, assim como o atual. Então, lição aprendida; a vida seguiu e uma nova parte da história começará a ser escrita em breve.

E hoje, estando em Fortaleza, tendo a missão de fazer o mesmo trabalho que está sendo feito em Minas Gerais, como está sendo a experiência?


A experiência tem sido boa no que se diz respeito à adaptação aos costumes da região, já que quanto ao clima eu não tenho qualquer problema por ter grande afinidade com altas temperaturas; eu adoro calor. O maior desafio está na questão do mercado imobiliário, pois os pontos comerciais na cidade de Fortaleza são muito diferentes daqueles com os quais tenho experiência no Estado de São Paulo. Mas creio que logo vamos vencer esta etapa também. Sinceramente, eu não vejo a hora de voltar a dar aulas, sinto falta de ter alunos por perto!

Um ponto importante nessa história é que você não está sozinho, tem uma companheira que foi junto para os EUA e agora Fortaleza, como que ela vê tudo isso?

Ela, minha esposa Camila, encara tudo isso como um grande desafio a que se propôs seguir por efetivamente acreditar:
a) nas minhas convicções sobre a TSKF e sobre o Mestre Gabriel;
b) nas realizações que alcancei como professor da rede TSKF e empresário deste ramo e;
c) nas possibilidades que temos no futuro com a expansão que desejamos para toda a TSKF.
Já de minha parte posso dizer que meu casamento é, assim como mencionei a TSKF SBC anteriormente, uma das minhas ações mais acertadas da vida até o momento, já que minha esposa é muito paciente e compreensiva, além me apoiar em todas as decisões tomadas.

Como você vê a TSKF daqui 10 anos?


Acredito que a TSKF será diferente em 10 anos, assim como já é diferente da TSKF de uma década atrás. Hoje a organização é mais integrada e profissional. Conquistamos para o nosso time nessa última década mais cabeças pensantes sinceramente interessadas no desenvolvimento da rede como um todo. Passamos por um período de crescimento muito rápido nos primeiros cinco destes dez últimos anos que talvez não tenha sido tão ordenado quanto o necessário. Mas recentemente temos investido mais energia em ajustes e organização, trabalho este que resultará em frutos mais sólidos em médio prazo e crescimento ordenado em longo prazo.

Eu arriscaria dizer que em dez anos a TSKF crescerá 30%, tanto em termos de alunos matriculados nas unidades atualmente existentes quanto na abertura de novas escolas da nossa rede. Com isso, aqueles que permanecerem conosco desenvolvendo o trabalho idealizado pelo nosso Mestre Gabriel serão os participantes e beneficiários da colheita dos frutos. Para isso, é preciso compartilhar da visão que a TSKF proporciona aos seus atuais e futuros instrutores, sócios e até mesmo alunos. Acho que a participação dos meus colegas e Shifus Luiz Fabiano, Antonio Carlos, Anderson, Osvaldo e Danillo são essenciais nesse processo evolutivo, assim como todos os demais que já estão sendo graduados e concretizando projetos em várias frentes (blog, vlog, vídeos, eventos) e que assim contribuem para o crescimento da rede toda. Importante mencionar que a principal engrenagem de toda esta dinâmica é o nosso Mestre Gabriel, sempre participando ativamente das realizações da TSKF, além de nos liderar e inspirar constantemente, seus honrados e afortunados seguidores.

Obrigado! 

www.tskf.com.br/academias

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

TSKF Entrevista #6

Hoje estamos recebendo para a nossa sexta entrevista o Sócio e Instrutor Bruno Hanada.

Bruno iniciou seus treinos no Kung Fu aos 19, Técnico em Massoterapia, especializado em Shiatsu e Drenagem Linfática, começou a dar aulas na TSKF em 2007.

Em 2009 se graduou faixa preta e, neste mesmo ano, ajudou a abrir sua primeira filial, a TSKF Mooca.

Participou de diversos campeonatos ao longo desses anos e hoje é sócio líder da TSKF Mooca.

Participou da peça teatral “4 Estradas Para a Vitória” apresentada em 2014 pela TSKF no Hotel Maksoud Plaza para 400 pessoas, com excelente atuação, dando vida a um dos personagens principais da peça.

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Bruno, você é uma pessoa bem carismática e sempre alegre, você sempre foi assim?

Peço desculpas pela resposta esquisita: sim e não. O porquê disso é que, na verdade, eu sempre fui alegre e carismático, mas nunca consegui demonstrar isso por falta de auto estima. Entretanto o treinamento do Kung Fu me proporcionou auto estima suficiente para demonstrar quem realmente sou.

Hoje você é um Faixa Preta 2 Tuan, você esperava chegar nesse nível quando começou a treinar?

Sim. Desde a minha primeira aula, o alvo sempre foi o sétimo tuan. O Mestre falou uma vez numa aula, quando eu era faixa branca: “Mire na lua, pois se errar, ainda vai estar entre as estrelas”.

De todas as dificuldades que você já passou, qual foi a que mais lhe marcou?

O Mestre Gabriel já nos contou várias histórias de superação na vida dele, em livros, cursos e palestras. Eu fico sempre com elas na cabeça (acredito que todos os outros instrutores também) então, a vida resolveu me testar com uma intoxicação alimentar num dia da semana normal. E naquele dia só havia eu de instrutor, indo ao banheiro de 5 em 5 minutos, tomando litros de água de coco. Mal conseguia ficar em pé, mas imaginava o Mestre me dizendo: “não vai desistir por causa de uma intoxicaçãozinha alimentar de nada, pois eu já passei por coisa pior na vida”. Dei todas as aulas, depois fui para o hospital, e hoje estou vivo digitando isso.

Em sua Jornada como aluno, em algum momento você se viu desmotivado? O que você usou ou usa para sempre se motivar?

Sim, eu era faixa vermelha. Certo dia, distendi a coxa (na verdade, foi estiramento no bíceps femoral, aconteceu 3 vezes na minha vida rs), fui para o hospital e o médico me falou para ficar 3 meses sem o Kung Fu. Contei para o Mestre, que me chamou de frouxo e falou que já distendeu e nunca o impediu de treinar o Kung Fu. Isso me desmotivou, mas despertou algo novo em mim: fiquei com uma vontade absurda de provar para o Mestre que eu não era frouxo. Então fui fazer aula no dia seguinte, passei arnica na coxa, e na hora dos chutes, era uma lágrima por cada chute (no sentido figurado, pois doeu demais rs). Conclusão: recuperei minha perna em 1 mês. Enfim, o que me motivou foi minha superação, aliás, o que me motiva é SUPERAÇÃO, tanto minha quanto de meus alunos, sempre que eles se superam volto para casa realizado com sensação de missão cumprida.

Qual a Unidade que você começou a dar aulas e como foi a sua formação de instrutor da TSKF?

Comecei a dar aula na Matriz com o Mestre Gabriel. Minha formação foi dura, o Mestre nunca deu moleza nem para mim e nem para meus colegas, hoje Shifu Anderson e Shifu Osvaldo. E foi isso que me fez superar tanta coisa na vida, então só tenho o que agradecer ao Mestre Gabriel.

O que você acha mais importante para uma pessoa que almeja dar aulas de Kung Fu?

Não basta saber Kung Fu. Não basta ser bom de Kung Fu. Você tem que ser bom em Ser Humano. Leia todos os livros que o Mestre propôs no curso, e busque mais leituras sobre o ser humano. Você nunca sabe o suficiente, tudo o que sabe é sempre pouco.

Como você se sentiu quando abriu a Unidade Mooca e o que ela significa para você?

Dia 20 de Junho de 2009 (Inauguração da TSKF Mooca) foi o segundo dia mais emocionante da minha vida (o primeiro foi o dia do teatro em que participei “4 Estradas para a Vitória”). Meu falecido pai, Koitiro Hanada, me contava algumas histórias de seu avô que foi samurai até os 8 anos de idade (não lembro se foi bisavô). Me lembro dele ter contado que o verdadeiro samurai nunca guarda sua katana de volta pra bainha sem ela estar suja de sangue, ou seja, ou ele ganha, ou morre. No dia em que inauguramos a unidade Mooca, me senti como um samurai tirando sua espada para a guerra, mas guerra no sentido de missão de vida, não que seja para matar alguém rs. A TSKF Mooca significa minha missão.

Como você vê a TSKF daqui 10 anos?

A TSKF já dominou São Paulo e Belo Horizonte, em breve Fortaleza. Eu vejo a TSKF dominando o Brasil em 10 anos. Eu acredito!!

Obrigado!
www.tskf.com.br/academias