quarta-feira, 30 de novembro de 2016

TSKF Entrevista #7

Hoje estamos recebendo para a nossa sétima entrevista o Shifu Rafael Garcia, sócio e instrutor da TSKF.

Shifu Garcia iniciou seus treinos no Kung Fu aos 21 anos, em jan/2002. Em 2003 começou a dar aulas na TSKF Matriz, quando dividia seu tempo entre as aulas, o emprego na TAM Linhas Aéreas (atual LATAM) e sua pós-graduação na UMESP - Universidade Metodista de São Paulo, situada em São Bernardo do Campo, onde já havia se formado em Jornalismo em dec/2001. Alguns anos depois passou a dedicar-se exclusivamente ao Kung Fu e a TSKF, ajudando a abrir mais três filiais, a TSKF São Bernardo do Campo (em 2005), a TSKF Ipiranga (em 2007) e a TSKF Santo André (em 2011), além de tornar-se sócio da TSKF Itaim Bibi em 2013.

Graduou-se faixa preta em fev/2005 e desde então ajudou diversos atletas a conquistar títulos em campeonatos no Brasil e em Baltimore (USA), onde participaram, inclusive, dois de seus alunos que eram deficientes auditivos (total).

Em jun/2012 graduou-se professor de Educação Física pela UNIP – Universidade Paulista, em São Paulo

Nos anos de 2013 e 2014, esteve à frente do projeto que levaria a TSKF para os Estados Unidos, onde já tinha conseguido até montar a sede. Porém, infelizmente, fomos barrados pela burocracia da imigração norte-americana para obter um visto de trabalho no exterior. (Mas não desistiremos)

Neste período também teve a oportunidade de dar uma aula no padrão da TSKF, acompanhado da presença do Mestre Gabriel, para os alunos graduados da Zhong Yi Kung Fu Association, do Mestre Nelson Ferreira.

Em out/2014 foi graduado 4º Tuan pelo próprio Mestre Gabriel, conquistando assim o título de Shifu.

Atualmente está em Fortaleza, CE, desenvolvendo o Kung Fu na Unidade TSKF Aldeota.


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Shifu, você tem mais de 10 anos de Kung Fu, qual foi a lição mais preciosa que aprendeu?

Eu tenho certeza de que foram muitas lições, mas creio que uma das mais importantes foi a de que é preciso confiar nas pessoas para executar planos e crescer. Pude ver o Mestre Gabriel fazendo isso desde SEMPRE e tentei reproduzir em algumas oportunidades a mesma forma de agir com outros instrutores e sócios, dando oportunidades para que demonstrassem disposição, honestidade e lealdade. Naturalmente, obtive alguns resultados negativos, mas os acertos compensam e são muito satisfatórios.

Outra lição que eu não poderia deixar de mencionar é que a cada contato com algum sócio que passei a ter, aprendi algo. Foi assim dando aulas em São Bernardo, no Ipiranga e no Itaim Bibi. Aprendi com aqueles que eram sócios quando iniciamos as atividades numa unidade, como nas duas primeiras citadas, e também quando assumimos uma escola em andamento, que é o caso da última mencionada. Mas também aprendi com aqueles que vieram a dar aulas nestas três ainda depois que eu já não estava mais presente fisicamente nas mesmas. Portanto, além do Mestre Gabriel ser uma fonte inesgotável de aprendizado, eu ainda tenho a sorte de ser sócio de Wilian Vieira, Adriana Mucciolo, César Costa, Ludmila Dantas, Alessandra Silva, Nicollas Leão, Fernando Pereira e Airton Rodrigues, pois aprendo com eles até hoje, além daqueles que passaram por estas e outras unidades com os quais tive contato por terem sido instrutores e sócios comigo. Ainda assim, a maior sorte de todas é ter o Mestre Gabriel como meu sócio e mestre.

O Senhor foi aluno, se tornou instrutor e depois sócio da TSKF, mas antes de se tornar sócio deixou para trás um emprego na TAM Linhas Aéreas, o que lhe motivou a tomar essa decisão?

Eu percebi que trabalhando naquele momento não havia para mim uma perspectiva de unir uma atividade prazerosa com o trabalho cotidiano. Essa junção eu só encontrei ao trabalhar dando aulas na TSKF e, por uma combinação de fatores, eu deixei de trabalhar na TAM e pude abrir a TSKF São Bernardo do Campo em jan/2005, uma das ações mais acertadas de toda a minha vida até aqui, com frutos incríveis e surpreendentes.

Percebemos que a sua Jornada é cheia de decisões, e uma dessas decisões foi recente, que foi a ida para os EUA. Como foi essa experiência? Com todas as dificuldades nesse período, como foi passar por tudo isso?

Sinceramente, foi extremamente frustrante não ter obtido o visto de trabalho para dar continuidade neste processo. Foi muito oneroso financeira e psicologicamente. O que se pode tirar de positivo de tudo isso é que, por mais prejudicial que essa ação tenha sido em termos de patrimônio, eu aceitei a proposta feita pelo meu Mestre, mesmo que tenha sido um enorme obstáculo, e fui por ele escolhido para encarar aquele desafio, assim como o atual. Então, lição aprendida; a vida seguiu e uma nova parte da história começará a ser escrita em breve.

E hoje, estando em Fortaleza, tendo a missão de fazer o mesmo trabalho que está sendo feito em Minas Gerais, como está sendo a experiência?


A experiência tem sido boa no que se diz respeito à adaptação aos costumes da região, já que quanto ao clima eu não tenho qualquer problema por ter grande afinidade com altas temperaturas; eu adoro calor. O maior desafio está na questão do mercado imobiliário, pois os pontos comerciais na cidade de Fortaleza são muito diferentes daqueles com os quais tenho experiência no Estado de São Paulo. Mas creio que logo vamos vencer esta etapa também. Sinceramente, eu não vejo a hora de voltar a dar aulas, sinto falta de ter alunos por perto!

Um ponto importante nessa história é que você não está sozinho, tem uma companheira que foi junto para os EUA e agora Fortaleza, como que ela vê tudo isso?

Ela, minha esposa Camila, encara tudo isso como um grande desafio a que se propôs seguir por efetivamente acreditar:
a) nas minhas convicções sobre a TSKF e sobre o Mestre Gabriel;
b) nas realizações que alcancei como professor da rede TSKF e empresário deste ramo e;
c) nas possibilidades que temos no futuro com a expansão que desejamos para toda a TSKF.
Já de minha parte posso dizer que meu casamento é, assim como mencionei a TSKF SBC anteriormente, uma das minhas ações mais acertadas da vida até o momento, já que minha esposa é muito paciente e compreensiva, além me apoiar em todas as decisões tomadas.

Como você vê a TSKF daqui 10 anos?


Acredito que a TSKF será diferente em 10 anos, assim como já é diferente da TSKF de uma década atrás. Hoje a organização é mais integrada e profissional. Conquistamos para o nosso time nessa última década mais cabeças pensantes sinceramente interessadas no desenvolvimento da rede como um todo. Passamos por um período de crescimento muito rápido nos primeiros cinco destes dez últimos anos que talvez não tenha sido tão ordenado quanto o necessário. Mas recentemente temos investido mais energia em ajustes e organização, trabalho este que resultará em frutos mais sólidos em médio prazo e crescimento ordenado em longo prazo.

Eu arriscaria dizer que em dez anos a TSKF crescerá 30%, tanto em termos de alunos matriculados nas unidades atualmente existentes quanto na abertura de novas escolas da nossa rede. Com isso, aqueles que permanecerem conosco desenvolvendo o trabalho idealizado pelo nosso Mestre Gabriel serão os participantes e beneficiários da colheita dos frutos. Para isso, é preciso compartilhar da visão que a TSKF proporciona aos seus atuais e futuros instrutores, sócios e até mesmo alunos. Acho que a participação dos meus colegas e Shifus Luiz Fabiano, Antonio Carlos, Anderson, Osvaldo e Danillo são essenciais nesse processo evolutivo, assim como todos os demais que já estão sendo graduados e concretizando projetos em várias frentes (blog, vlog, vídeos, eventos) e que assim contribuem para o crescimento da rede toda. Importante mencionar que a principal engrenagem de toda esta dinâmica é o nosso Mestre Gabriel, sempre participando ativamente das realizações da TSKF, além de nos liderar e inspirar constantemente, seus honrados e afortunados seguidores.

Obrigado! 

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