quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Boas Surpresas

No início de dezembro, tivemos mais um campeonato organizado pela FPKT (Federação Paulista de Kung Fu Tradicional). Na verdade, foram 4 eventos ao longo do final de semana: o Campeonato Sulamericano, dentro dele a competição de Formas e Lutas Profissionais. Isso tudo aconteceu no sábado. No domingo tivemos o Campeonato Brasileiro e o Campeonato Interestados. Ou seja, um final de semana bem movimentado.

Foi mais movimentado ainda devido à formalização da fundação da Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas (CBAMC), pelo Mestre Edilson. Isso representa mais uma evolução da já velha de guerra FPKT que necessitava dar mais um passo em busca de crescimento e também de aprimoramento, além de ter agora a atuação em nível nacional.

Se me perguntarem se mais uma Confederação é bom para o Kung Fu eu diria que sim, no momento atual que vivemos. Abraçar tantos estilos, tantas escolas com metodologias diferentes e tantas realidades distintas é algo inconcebível para uma única organização. Portanto, bem vinda CBAMC!

Além desta novidade, os competidores de Tai Chi Chuan (eu inclusive) tivemos uma surpresa formidável em contar com a participação do pessoal do Mestre Venceslau do Rio de Janeiro, tanto com competidores quanto com a equipe de arbitragem. Mais difícil do que competir contra eles foi decidir do que gostamos mais: da competição ou da arbitragem deles!

A arbitragem usou o padrão que já conhecemos em Baltimore: os três primeiros competidores realizam suas apresentações e não recebem a nota. Após a apresentação do terceiro competidor, os juízes e a mesa se reúnem e, em conjunto, decidem qual foi o melhor, qual foi o segundo melhor e qual foi o terceiro melhor. Com base nisso, as notas são decididas e somente então divulgadas para os três atletas. Esta metodologia é muito boa porque evita uma tendência natural da arbitragem a qual estamos acostumados, onde as notas vão aumentando conforme as competições vão ocorrendo, prejudicando em especial o primeiro competidor. Mas nem tudo são flores: esta metodologia gera uma necessidade de mais tempo para que uma categoria ocorra e, por consequência, mais demora.

Assim, creio que este formato se desenha bem para competições de Tai Chi Chuan e Toi Tchas, onde geralmente existem menos competidores. Mas ainda precisaremos contar com a experiência dos árbitros para a avaliação das categorias mais cheias, onde o formato seguido pelo pessoal do Rio de Janeiro é mais difícil de ser aplicado.

Fora isso, pudemos ver os cariocas competindo com uma técnica muito sólida e fluída, dentro do melhor espírito do Tai Chi. Como as competições foram apenas TSKF x RJ, tivemos uma troca de informações formidável e pudemos aprender um pouco mais sobre alguns movimentos, ver e entender outras interpretação sobre as técnicas. Isso é sempre bom para sabermos que estamos caminhando certo e progredindo, mas não isolados em relação à comunidade de Tai Chi.

Para ilustrar este post, escolhi um vídeo de nosso jovem campeão, o Amauri!