quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Wind of Change


Eu gosto de acreditar na frase: "Mudar é sempre bom". Deve soar estranho escutar isso de alguém que ensina Posturas Básicas há alguns anos. Cavalo é sempre Cavalo, Gato é sempre Gato e Arco e Flecha (ou Arco Splash, como dizia minha aluninha de 5 anos) é sempre Arco e Flecha (ou Arco Splash, se você tem 5 anos).

Mas ainda assim, digo que mudar é bom. Quando nos propomos a fazer coisas novas, nosso corpo e nosso cérebro são forçados a se adaptar aos novos estímulos, o que significa que teremos que ficar mais fortes/mais inteligentes para lidar com as novidades. Ganhamos uma nova percepção do mundo e, muitas vezes, no processo de mudança, percebemos oportunidades de evolução em nosso mundo interior.

Quando repetimos os mesmos processos indefinidamente, nosso cérebro fica acostumado com estes processos e não faz mais um esforço consciente para executá-los, quando "pegamos prática". Algumas pessoas, quando dirigem, podem experimentar isso, quando se dão conta de estarem em um determinado ponto do seu trajeto, mas não se recordam da parte anterior do trajeto.

Mulheres nos dão um bom exemplo sobre mudança. Mudam o cabelo, mudam as unhas, mudam os sapatos, mudam as roupas, mudam a maquiagem, mudam tudo de um dia para o outro!

"Mas não é bom manter algumas coisas como são, sem mudanças?" -perguntará o leitor. Ora, é claro que sim!

Virtudes devem se manter inabaláveis ao longo do tempo. Quem tem uma Determinação forte não deve jamais modificar essa característica, apenas aperfeiçoá-la. Aí pergunto de volta ao leitor: aperfeiçoar não é também uma mudança? =)

Acredito que um dos motivos que favoreceu a minha mudança aqui para BH foi manter minha crença na frase "Mudar é sempre bom". Novas pessoas, novo sotaque, novos produtos no supermercado (tem waffle aqui!), enfim: um novo Brasil dentro do Brasil para conhecer e explorar.

Tenho que confessar que, durante o planejamento da academia, pensei em mudanças também no processo de condução da escola. Alguns novos formatos, uma abordagem um pouco diferente. Mas aí eu lembrei que começar uma coisa do zero era uma mudança grande para mim, mas não para outra pessoa antes de mim.

O Mestre Gabriel já havia feito tudo o que fiz, faço e vou fazer aqui em BH, mas o fez em São Paulo. E isso ajuda muito a saber o "caminho das pedras". Sempre que tenho uma dúvida, recorro à "receita de bolo" realizada antes pelo Mestre Gabriel e, invariavelmente, encontro boas respostas.

Claro que nem tudo ficará igual, preciso adaptar algumas coisas à tecnologia atual, ao mercado atual e até
mesmo o perfil do mineiro (tem gente de fora de BH que treina aqui, por isso usei mineiro e não belo
horizontino), mas tenho à disposição um "norte" claro, ao revistar o que ele já construiu.

E, como não ficará tudo igual, não é, mais uma vez, uma mudança?

Para fechar, a música que dá origem ao nome do post: