sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Nascer de novo, ajuda? (Parte3)

O Sombra

Daremos hoje o terceiro passo da nossa jornada sobre o conhecimento dos arquétipos humanos, e como reconhecer sua persona em nosso meio. (Veja a parte 2 aqui)

Você já conseguiu responder a pergunta inicial dos últimos post’s?

“Que tipo de influência eu quero ser para o meu semelhante?”

Hoje falaremos um pouco sobre o arquétipo do Sombra!

Relembrando que segundo o pai da psicologia analítica Carl Gustav Jung, todos nós seres humanos temos generalizadamente algo em comum, algo que ele chama de “inconsciente coletivo”, ou seja, assumimos um padrão de figuras de expressão humana ao qual ele denominou de “arquétipos”, e que em todas as histórias (fictícias ou reais), existem essas figuras ou a grande maioria delas, que expressam os estágios de conhecimento e de consciência do ser humano, os estágios de excitação e conforto. Conhecimentos muito parecidos com esse de Jung podem ser até melhores para a nossa compreensão sobre nós seres humanos, como o conhecimento dos temperamentos humanos, o conhecimento dos elementos da natureza (terra, fogo, água, ar e metal) - com um foco voltado para a ilustração do comportamento humano -, os Orixás da cultura africana, os Deuses gregos também ligados aos elementos da natureza, etc...

O Sombra é um arquétipo polêmico, pois alguns estudiosos da psique, dizem que é justamente o lado mal da força, o lado obscuro, sombrio e com todas as qualidades opostas ao herói, mas podemos classificar o sombra como sendo um antagonista que agrega valor (como assim?).

O sombra pode ser visto como aquele que ser repugnante, frio, problemático e irritante, mas a grande essência do Sombra é o cutucão, é a visão 180º(graus), ou seja, o outro lado da história, independente dele ser considerado certo ou errado, bonito ou feio, ele é alguém que tem uma visão diferente, e dependendo do contexto pode ser um salvador ou como citado antes, um simples chato que sempre contradiz ou sempre confronta com as ideias de alguém.

Usaremos aqui exemplos de filmes para ilustrar esse interressante arquétipo!
Sombras que não necessariamente são ruins:

Sherlock Holmes e Watson – Sherlock é o protagonista, é o “principal”, o herói, e tem uma pessoa ao seu lado, que vê o mundo de uma outra forma, seu sombra na história é o seu leal companheiro Watson, que muitas vezes dá os famosos cutucões no herói, faz ele pensar afinal, ele tem uma visão diferente da coisa, e muitas vezes ele até consegue solucionar o caso antes do herói Sherlock, mas como a última palavra é do herói, ele espera para ver no que vai dar.
(Confira aqui)

Dom Quixote e Sancho Pança – Enquanto o herói romântico Dom Quixote, durante sua jornada procura imitar seus heróis, acaba entrando numa realidade paralela, tendo uma visão mais criativa do mundo, mais romântica e aventureira, ele se mete em várias enrascadas, mas aquele que tem a visão mais realista e o ajuda/acompanha é Sancho Pança, o Sombra dos engraçados contos de Dom Quixote é o antagonista, mas não necessária mente é ruim, mal ou qualquer outra coisa do gênero, apenas tem uma visão em 180º com referência ao herói.
(Confira aqui uma versão engraçada feita pelo Señor Bolaños!)


Sombra que é reconhecida como ruim:

Neo e Agente Smith (matrix) – Neo sendo o herói, lutando pela paz, faz sua jornada mesmo sem muito conhecimento no início com o foco em sobreviver e estabelecer um “equilíbrio” entre homens e máquinas na saga Matrix, enquanto Agente Smith, na história é o exato oposto do herói, tem como objetivo estabelecer o caos, tendo sua visão completamente distorcida com referência a visão de Neo, esse Sombra veste a persona do ser que confronta, que enxerga o oposto, que contradiz o herói.

Aqui, uma das cenas entre os dois, que se tornou um marco nas cenas de luta dos cinemas!

E aí, você é um sobra?
Esse arquétipo te agrada?